Texto por Colaborador: Redação 07/07/2022 - 00:00

Em entrevista ao programa Show dos Esportes, da Rádio Gaúcha, o eterno ídolo e agora ex-treinador de futebol, Abel Braga, explicou os motivos que o levaram a deixar o cargo que exercia desde 1985, além de sua recente passagem pelo Beira-Rio, em 2020, que culminou com o vice-campeonato e com falhas absurdas contra o SCI na reta final do certame. Confira suas principais declarações:

Aposentadoria e futuro: "Não foi uma decisão surpreendente. Já tinha o objetivo de seguir com esse pensamento, com essa vontade. Não é só o desgaste mental, mas principalmente o físico. Achei que era o momento. Eu pretendo descansar. Estou ótimo. Não tenho hora para acordar nem para dormir. Tenho aproveitado a família e quero curtir a aposentadoria (...) Minha ideia é tentar fazer algo na coordenação técnica. Acho que, por tudo o que aprendi, por tudo o que passei, pode ser importante. Se eu puder seguir o mesmo modelo do Paulo Autuori. Trabalhei com ele (no Fluminense). Ele tirou um peso das minhas costas. Eu passei a me preocupar só com o campo. Antes de ele chegar não era assim".

Perda do título em 2020 e saída sob a gestão de Barcellos: "No início, os resultados não foram bons. A equipe tinha uma maneira própria de jogar. Aos poucos, fui colocando no meu jeito e tivemos uma sequência incrível. Me entusiasmei. Senti que poderia dar um título brasileiro para o clube. A frustração foi enorme. Eu falo isso toda hora. Me tiraram na mão grande. Com a expulsão do Rodinei. Com o pênalti contra o Corinthians e com aquela bola cruzado que ninguém tocou no Cássio (...) Não ficou nada mal explicado. Eu entendo perfeitamente. Eu nunca saí de clube nenhum brigando. Não seria assim no Inter. Eu só comuniquei que o meu ciclo estava encerrado. Eu já sabia da decisão, que já tinha sido contratado um novo treinador, o que é um direito. Problema zero. Gostaria de ter continuado, mas não tinha como mudar a decisão que já tinha sido tomada. Paciência. O Inter está em primeiro lugar".

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