Texto por Colaborador: Redação 13/03/2026 - 01:59

Quase três anos depois da escolha que dividiu opiniões, o Internacional começa a colher os frutos concretos da decisão de aderir à Futebol Forte União (FFU) em vez da Libra. O que antes era aposta agora tem respaldo nos números — e o balanço financeiro fala por si, revelou o jornalista Fabrício Falkowski, no Correio do Povo.

Em 2024, o cenário era inverso. O Grêmio arrecadou cerca de R$ 141 milhões em receitas de direitos de transmissão e placas publicitárias, contra R$ 119 milhões do Inter — uma diferença de R$ 22 milhões favorável ao rival. Um ano depois, a situação virou completamente.

Em 2025, mesmo terminando a temporada na 16ª colocação — fator que influencia diretamente os valores distribuídos —, o Inter embolsou R$ 190 milhões nessas mesmas fontes de receita. O Grêmio, por sua vez, ficou em R$ 145 milhões apesar da nona posição na tabela. A vantagem colorada agora é de aproximadamente R$ 45 milhões.

Mesmo levando em conta a antecipação feita pelo clube gaúcho — que vendeu 10% de seus direitos comerciais por 50 anos por R$ 109 milhões em acordo vinculado à estrutura da liga —, o saldo segue positivo. Descontada essa fatia, os R$ 190 milhões de 2025 se transformam em cerca de R$ 171 milhões líquidos, ainda superior ao valor recebido pelo Grêmio.

Na prática, a virada representa uma mudança de R$ 67 milhões na comparação entre os dois clubes em apenas um ano. E a tendência é que o desequilíbrio aumente: enquanto os contratos da FFU preveem reajuste automático de 10% ao ano entre 2025 e 2029, mais correção monetária, os acordos da Libra garantem apenas o repasse da inflação. Considerando o ciclo completo até 2029, a projeção interna do Inter aponta para uma vantagem acumulada superior a R$ 225 milhões em relação ao rival.

O impacto não passou despercebido em Porto Alegre. O Grêmio, um dos fundadores da Libra, estuda agora uma possível migração para a FFU — tema que deve ser levado ao Conselho Deliberativo do clube nos próximos dias. Há, porém, uma ironia financeira nessa equação: mesmo que a mudança seja aprovada, o contrato vigente com a Libra, válido até 2029, não deve ser rompido, o que significa que o clube continuaria recebendo os valores do acordo atual até o fim do ciclo.





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