Texto por Colaborador: A. Rother 24/04/2026 - 01:00

O Inter confirmou que o Beira-Rio começou a instalação do sistema de impedimento semiautomático na tarde de quinta-feira (23), dias após o rival também passar pelos mesmos procimentos na Arena do Grêmio. Até o momento, quatro estádios do país estão com a tecnologia pronta para uso: Maracanã, Neo Química Arena, Couto Pereira e Arena da Baixada.

Conforme o GE, além do Humaitá, assim como a Arena MRV, em Minas Gerais, receberão equipes da CBF e da Genius, que opera a instalação do sistema, para ajustes. O trabalho está previsto para a próxima rodada do Brasileirão.

Já o Gigante passou por testes no último domingo, na partida entre Inter e Mirassol. São Januário, no Rio de Janeiro, está com o sistema montado, mas ainda não passou pelos testes.

Já consolidada nas principais competições europeias, a tecnologia promete agilizar as decisões de impedimento, reduzindo as longas paradas do VAR e as polêmicas em torno das marcações de linha.

A implementação do impedimento semiautomático em todo o futebol brasileiro depende da conclusão das instalações em todos os estádios da Série A. A perspectiva é de que a tecnologia passe a ser utilizada após a Copa do Mundo, mas a CBF ainda não confirmou um prazo oficial.

O sistema é composto por conjuntos de aparelhos celulares de última geração, instalados em pontos estratégicos dos estádios. Os equipamentos captam imagens em alta definição e geram uma animação do lance analisado. A bola e os atletas envolvidos são mapeados com milhares de pontos, e as informações são enviadas ao VAR, que valida a decisão com base nas regras do jogo.

Para o presidente do Grupo de Trabalho da Arbitragem da CBF, Netto Góes, o resultado dos primeiros testes foi muito positivo e oferece excelentes perspectivas para a utilização oficial do SAOT.

“O uso da tecnologia é voltado para otimizar a decisão do árbitro em campo, oferecendo ferramentas para que ele tome a melhor decisão. Isto realmente vai tornar muito mais transparente o jogo, expondo para o torcedor, para o dirigente, as decisões com bastante clareza por meio de imagens”, disse ao site da CBF.

Góes lembra ainda que a entrega das imagens dos lances de difícil marcação é apenas um dos benefícios da tecnologia. Ele cita, ainda, a melhoria em infraestrutura dos estádios e os dados que o equipamento coletará dos atletas, que serão armazenados e disponibilizados aos clubes.

“Tudo isto é custeado pela CBF no contrato assinado com a Genius”, explicou Góes.

Enquanto o equipamento segue em fase de instalação nos demais estádios que receberão jogos do Brasileirão, o Maracanã passará por mais uma rodada de testes do SAOT.

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