O ex-presidente do Inter, Fernando Carvalho, analisou os grupos da Libertadores e apontou o Colorado e o Bahia como favoritos no Grupo F, que também conta com Atlético Nacional (COL) e Nacional (URU). No entanto, ele fez um alerta sobre a força do Bahia, destacando que o clube, administrado pelo Grupo City, é a "corporação de futebol mais bem organizada do Brasil".
"O Bahia transformou-se em SAF há três anos. Trata-se da corporação de futebol mais bem administrada do Brasil, seguindo rigorosamente as regras e parâmetros diretivos de Ferrán Soriano, aquele do livro A Bola Não Entra por Acaso, egresso do Barcelona e agora CEO do Grupo City. Os resultados começam a ser sentidos sob o comando de Rogério Ceni, já longevo no cargo" afirmou Carvalho, em análise para o Foothub.
Inter pode ir longe, mas Bahia preocupa
Para Carvalho, o Inter tem o elenco mais forte do Grupo F e pode "ir bem longe" na competição. Ele respeita a tradição dos clubes colombianos e uruguaios, mas acredita que a única possível surpresa do grupo seria o Atlético Nacional, atual campeão da Colômbia. Já o Nacional-URU, que conta com veteranos como Nico López, Vargas, Diego Polenta e Coates, acaba de demitir o técnico Martín Lasarte e não vive um bom momento.
O maior desafio, no entanto, será o Bahia, adversário do Inter nesta quinta-feira (3/4), em Salvador.
"É um futebol rápido. Duas linhas de quatro, meias atuando externamente sem a bola e internamente com a posse, mais dois atacantes na frente. Tudo com muita intensidade em alta frequência" explicou Carvalho.
O ex-dirigente também ressaltou que o Bahia vem contratando jogadores que se encaixam nesse modelo de jogo, com defensores velozes e laterais de grande vigor físico, o que torna o time de Rogério Ceni um adversário perigoso na estreia do Inter na Libertadores.