Texto por Colaborador: A. Rother 29/05/2026 - 13:30

O ex-presidente do Inter, Fernando Carvalho, responsável por conduzir o clube às maiores conquistas da história em 2006 — a Copa Libertadores e o Mundial de Clubes — concedeu entrevista ao Charla Podcast nesta quinta-feira e falou sobre temas marcantes para os colorados, como sua relação com o clube, a construção do Beira-Rio, o Brasileirão de 2005 e a derrota para o Mazembe em 2010.

Sobre o sentimento de ser colorado e a construção do estádio, Carvalho destacou: “Ser colorado é um sentimento de família, de pertencimento, de querer o bem do clube, de querer ver o clube sendo o maior e sendo elogiado. Nunca pensei, quando jovem, ser dirigente. Depois, caiu no colo. Eu sempre fui muito colorado. Eu, menino, com 15 para 16 anos, de 15 em 15 dias eu ia ver a obra do Beira-Rio. O visual lindo e maravilhoso de hoje foi feito depois. Construído pela torcida, com recursos e tijolos doados. Vários colorados da época mobilizaram a torcida.”

Ao falar sobre o polêmico Brasileirão de 2005, Carvalho reforçou a posição do Inter: “O que manda a regra? A regra diz para anular jogo só quando há prova cabal da interferência do árbitro, mas não foi analisado isso e as anulações foram de todos os jogos que ele trabalhou, sem saber se houve interferência ou não. Hoje o Inter postula o reconhecimento do título conjunto com o Corinthians. Queremos ser reconhecidos campeões pois, passados esses 20 anos, se viu que o árbitro não interveio nos jogos do Corinthians nem no nosso jogo.”

Já sobre a inesperada derrota para o Mazembe em 2010, Carvalho admitiu erros da direção: “A grande responsabilidade pelo Mazembe foi dos dirigentes, inclusive eu. Por quê? Paradoxalmente, quando a gente ganha o Mundial, a gente blindou os jogadores. A gente viajou em avião de carreira, sem torcedores, sem oba oba, sem festa na saída e fomos focados para o campeonato. Quando fomos em 2010, teve festa na saída, Ivete Sangalo, avião fretado com 300 colorados no voo junto com os jogadores, ficamos em um hotel compartilhado com cerca de 3 mil colorados e isso foi um erro que cometemos. Os dirigentes não notaram a falta de cautela e que isso poderia dar problema em campo. E deu.”

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