Texto por Colaborador: A. Rother 24/05/2026 - 03:30

O Inter fez uma partida competitiva no Barradão — teve volume, posse, criou chances, arrematou 20 vezes. Mas saiu de Salvador com uma derrota por 2 a 0 para o Vitória, encerrando uma invencibilidade de sete jogos. A análise do tropeço foi unânime: o time dominou, mas não converteu. O adversário atacou pouco, mas foi cirúrgico.

Leonardo Oliveira, do GZH, resumiu bem o problema. "O Inter controlou, criou chances, teve volume, mais posse de bola, arrematou 20 vezes. Mas perdeu. Deixou para trás uma ótima chance de ganhar mais três pontos fora de casa. Foram pelo menos três chances perdidas na pequena área, duas com Alerrandro e uma com Tabata. O Vitória teve a efetividade que faltou ao Inter: em um dos poucos contra-ataques encaixados, chegou ao seu gol no primeiro tempo e depois se fechou para encaixar o segundo no último lance."

O colunista Vaguinha, também no GZH, foi mais incisivo e apontou erros tanto do técnico quanto dos jogadores. "Para o Inter ganhar, tudo precisa funcionar. O treinador tem de acertar, os jogadores precisam estar no seu melhor nível e o plano deve encaixar. Contra o Vitória, nada encaixou. Borré não fez absolutamente nada. Não deu sequência, não finalizou e não construiu." Vaguinha também criticou a decisão de Pezzolano de recuar Bernabei para a lateral no segundo tempo. "Ele começou a segunda etapa sendo o melhor em campo. Atacando, driblando, chutando, levando o time para perto da área. Esse era o caminho para um empate, mas Pezzolano tirou Bernabei daquela função. Ali, o Inter perdeu força."

Mauricio Saraiva, no GE, destacou o paradoxo do resultado. "De que adianta criar seis chances de gol na casa do adversário e ter índice de 100% de desperdício? O Vitória criou um terço disso e venceu por 2 a 0. Na história, perder é o verbo que o Inter mais conjuga quando enfrenta o Vitória na Bahia. Não vale desistir do modelo recentemente vitorioso, mas a derrota interrompe a frágil evolução que o Inter ensaiava."

Pedro Denardin, também no GZH, não poupou a palavra "injusto" para descrever o placar. "O Inter jogou mais do que o Vitória, mas perdeu. A derrota se explica na quantidade absurda de chances desperdiçadas pelo ataque. O treinador colaborou: Bernabei era o melhor do time até Pezzolano recuá-lo para a lateral. O Vitória atacou pouco, mas foi cirúrgico: marcou dois gols aproveitando falhas coloradas."

Nas redes sociais, a torcida reforçou o diagnóstico. Fábio Giacomelli foi direto: "Um fato é claro: o Inter vai ter que aprender a fazer gols nesse tipo de jogo. Jogar bola para a área sem critério não serve. Os centroavantes não ganham."

Nando Rocha apontou a limitação estrutural do time. "Toda vez que precisamos propor, temos volume, criamos chances, mas é uma ineficiência absurda para converter. Do outro lado, 50% dos ataques entram. Só marcamos em transição porque temos espaço para atacar."

Thiago Stormovski, do canal do Baldasso, usou os números para ilustrar o padrão. "Inter venceu o Fluminense com 33% de posse de bola. Goleou o Vasco com 40%. Perdeu para o Mirassol com 72%. Perdeu para o Vitória com 57%. O time só consegue resultado sendo reativo, dentro e fora do Beira-Rio."

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