Ricardo Duarte / Inter/DivulgaçãoO Inter foi ao Equador enfrentar o modesto Delfin quase na madrugada de quinta-feira, precisando dos três pontos para não ver suas chances de classificação cada vez mais improváveis na Copa Sul-Americana. Escalado com o que tinha de melhor nas circunstâncias atuais - com uma lista enorme de baixas - o Colorado teve pela frente um duelo difícil e que marcou o primeiro gol de Rafael Borré com o manto vermelho. Mesmo não tirando o saldo de gols para o Belgrano (atual líder do Grupo C com o mesmo número de pontos) a vitória deixa o Colorado para decidir dois dos próximos três jogos do "returno" em seus domínios. Um primeiro tempo fraco tecnicamente contrastou com uma "guerra" no segundo, com muita disputa e pouca parcimônia na esquadra de Chacho, deixando o placar em aberto até os últimos minutos. Após dois jogos sem sequer marcar gols no certame, a "zica" foi quebrada, para um aliviado Borré, figura alvirrubra em Manta.
A etapa inicial foi praticamente um replay do futebol inexistente que se tornou o time de Eduardo Coudet nos últimos jogos. Com uma atuação insegura e sem nenhum atributo - nem vontade - os jogadores repetiram o padrão de uma equipe desencontrada, sem soluções e com inúmeros erros técnicos. No pior primeiro tempo da temporada, as 8 chances criadas se resumiram a rebatidas nos inúmeros cruzamentos sem nenhuma função, única jogada encontrada pelo time de Chacho. Ao som de vaias, os atletas foram para os vestiários.
Na volta do intervalo, se o primeiro tempo foi devagar, a volta do intervalo acelerou. Com muita correria e pouca consciência de ambos os lados, qualquer coisa parecia na eminência de acontecer. Logo aos quatro, Goitea errou ao tentar cortar um cruzamento e colocou a mão na bola dentro da área. Pênalti. Dois minutos depois, Borré bateu alto, na direita de Heras, que pulou, mas não alcançou. Porém, o Delfín respondeu no minuto seguinte. Wesley não conseguiu afastar e entregou no pé de Castro, que chutou sem chances para Rochet. O Delfín até avançou, mas Coudet empilhou defensores e protegeu a área para garantir o resultado. No fim, Lucca quase anotou o terceiro, mas a bola carimbou o travessão.
Agora, o Saci enfrenta o Bahia, no Gigante, dia 13/4, às 18h30.
LANCES DO JOGO
DESTAQUE POSITIVO: BORRÉ E RENÊ
FICOU DEVENDO: GUSTAVO PRADO
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