Ricardo Duarte / InterO público de apenas 14 mil colorados deixa claro o desânimo que tomou conta de uma temporada desastrosa para o Internacional em 2023. Mesmo assim, o time tinha tudo para vencer o pior time do campeonato, América-MG, mas não conseguiu, apresentando um futebol pífio, sobretudo na etapa final. O que ler sobre o atual momento alvirrubro? Confira algumas avaliações da crônica especializada:
M. SARAIVA (GE)
A entrevista de Coudet poderia ter sido cancelada depois da atuação fiasquenta do Inter para empatar com o pior time do Brasileirão. Inqualificável por qualquer dos quatro pilares do futebol - físico, técnico, tático e emocional -, o time colorado magoa rodada a rodada sua sofrida torcida.
Alan Patrick, desgastado, fez sua pior partida no ano. Wanderson foi o único a tentar algo mais vertical e contundente para o anfitrião. Desde que fez o gol por Valencia aos 15 minutos do primeiro tempo, o Inter desistiu de jogar na direção do gol e abriu mão de jogar em velocidade.
Como legenda da noite constrangedora do Inter, Rochet foi ao chão por orientação de Mercado depois de um escanteio cedido ao América-MG, que pressionava e os dois experientes jogadores entenderam que era preciso esfriar a pressão infligida pelo pior time do Brasileirão. No rebote da cobrança do escanteio, Marlon empatou.
O fim do ano colorado é triste. Melancólico. Acima de tudo, preocupante.
VINI MOURA (GZH)
Melancólico, preguiçoso, desastrado e pobre de futebol. Isso resume o que foi o Inter jogando em casa diante do pior time do Campeonato Brasileiro. Parece que nenhuma lição foi tirada da derrota do último domingo contra o Coritiba. Mesmo com o gol, a equipe não entregou absolutamente nada para o torcedor.
O Colorado perdeu toda a ambição para o restante de temporada. A atuação abaixo da crítica conseguiu chamar atenção mesmo quando estava vencendo por 1 a 0. Chegou a impressionar a capacidade de jogar tão mal em pleno Beira-Rio. Um futebol extremamente burocrático.
Os problemas estavam maquiados com a campanha na Libertadores e a recuperação instantânea após a eliminação. Dentro desse processo de volta por cima e busca pela vaga na Libertadores, era válido optar pelo apoio ao time. Porém, a partir de agora, a coisa ficou complicada e a falta de planejamento começa a assombrar novamente o clube.
O abatimento tomou conta do torcedor. Infelizmente, o Inter demonstra estar minguando nesta reta final de temporada. No ano que vem, tudo precisa ser diferente.
B. RAVAZZOLLI (GE)
Coudet reclama dos jogos a cada três dias, dos desfalques, da atuação do time, da ineficiência do ataque, desviou o assunto quando questionado sobre a defesa (11 jogos seguidos sofrendo gols) e ainda falou que a sorte não tem acompanhado o time.
Coudet pelo Inter: 7V, 6E e 9D.
FÁBIO GIACOMELLI
Parabéns, Inter! Nota dó! Um mísero ponto em dois jogos em casa contra os dois últimos da tabela!
Em campo, parece um time em férias. Pelada de camisa x sem camisa. Melancólico demais assistir esses últimos dois jogos. Parabéns a todos os envolvidos.
Não tem opções pra mudar e ainda tinha suspensos? Verdade. O elenco é torto? Verdade. Mas não serve como muleta para dois jogos em casa contra os últimos colocados. E, alguém explica a troca desesperada colocando dois atacantes no lugar dos únicos que pensavam um pouco o jogo?
DIMITRI BARCELLOS
Por mais que seja válido questionar os gols perdidos pelo Valencia, tem algo mais urgente que precisa ser debatido, que é a incapacidade da defesa em garantir jogos sem sofrer gol. Tem tem 2 meses que não vem um "clean sheet" - são 9 jogos no Brasileirão, fora as semis da LA.
Claro que tem situações como o jogo contra o Santos onde sofrer um gol é irrelevante. Mas isso é exceção. O time começou a produzir aos trancos e barrancos e na frente, mas atrás não consegue garantir partidas seguras. As outras três vitórias no período não foram nada tranquilas.
E eu não tinha visto esse post aqui, mas fica aí bem ilustrado. É muita coisa:
O Internacional sofreu gols em todos os seus últimos 11 jogos.
@VINICIUSOF (ESPN BR)
Fim de temporada melancólico do Inter. Tirando a boa campanha na Libertadores não sobra nada. O que poderia ser um fim de temporada de encaminhamento para 2024, tá com cara de que será um clássico fim de festa.
1 ponto de 6 em casa contra os piores times do Brasileiro.
Time que toma gol todo jogo, que precisa fazer sempre +1 pra garantir a vitória, tá sempre ansioso e nunca chega a lugar nenhum.
E, antes que apareça algum saudosista, o Inter já marcava muito mal com o Mano. Esse é aliás um problema de alguns ano.
MICHELLE SILVA (BAND)
Coudet precisa dar explicações em coletiva sobre essa saída do Alan Patrick. Não fez nenhum sentido tirar o camisa 10 do time, destaque da temporada, e acumular Lucca e Luiz Adriano, já tendo Valencia. Isso quando o time já estava excessivamente espaçado, distante em campo.
Pior que o resultado do Inter contra o Coritiba somente o desempenho do Inter contra o América. O time vinha jogando bem até esses dois jogos e caiu MUITO de rendimento. É fácil taxar de ruim. Não vou nessa linha. Era bom antes. O que mudou? Foco? O clube precisa diagnosticar.
PEDRO ERNESTO (GZH)
Se alguém desembarcar em Porto Alegre e começar a ler esta coluna, pensará que é tudo mentira. Mas acredite: jogando contra os dois piores times do campeonato, dentro do Beira-Rio e com apoio da torcida, o Inter conquistou só um ponto dos seis possíveis.
Outra atuação inexplicável do Colorado. No fim, o técnico amontoou três centroavantes e tirou armadores. Como resultado, os atacantes não receberam nenhum passe proveitoso e nada conseguiram fazer.
Uma semana de vexames do Inter. Será a melancolia de ser eliminado da Libertadores? Não vejo outra explicação. Os profissionais e dirigentes precisam pedir desculpas aos torcedores, os verdadeiros donos do clube.
O Inter extrapolou na mediocridade nestes dois jogos.
LUCAS DALENORAGE (R. INFERNO)
Minha família tava certa, eu devia ter estudado pra fazer concurso mesmo. Trabalhar cobrindo tudo o que acontece com o Inter é insalubre.
O jogo de hoje me despertou uma raiva, um sentimento primitivo, uma fúria ardente, tempestade de cólera, um veneno pra alma, uma força hostil, o ódio purinho. Eu queria muito não me importar, mas não tem como fazer a porra de UM ÚNICO PONTO de 6 disputados contra dois times rebaixados.
E pra piorar: EM DOIS JOGOS DENTRO DE CASA!
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