Ricardo Duarte / InterO futebol brasileiro está prestes a passar por transformações significativas a partir de 2025, embora o cenário atual não aponte para uma resolução amigável entre os grupos Libra e Forte Futebol, que foram formados por dirigentes com o objetivo de criar uma liga de clubes. Existe uma clara divisão, o que ameaça resultar em uma situação em que não haverá uma liga de fato, mas sim blocos separados que negociarão os direitos comerciais relacionados ao Campeonato Brasileiro.
Há preocupações nos bastidores em relação a dois principais riscos: em primeiro lugar, a divisão dos grupos pode resultar em receitas menores do que o potencial em uma liga unificada. Em segundo lugar, a desigualdade entre os clubes pode aumentar, apesar da presença de investidores.
A forma como os direitos de transmissão serão divididos é uma parte crucial da discussão. A projeção é de que esses direitos gerem cerca de R$ 2 bilhões por ano, com parte desse valor vindo da venda de pacotes de partidas para uma empresa de streaming. A distribuição do dinheiro entre os clubes da Libra e do Forte Futebol é uma questão delicada. A Libra possui os jogos dos clubes de maior torcida, como Flamengo, Corinthians, Palmeiras e São Paulo, enquanto o Forte detém as partidas dos clubes que fazem parte de seu bloco.
A preocupação é que a diferença entre os grupos leve a um desequilíbrio, especialmente porque o Forte Futebol deve vender 20% de seus direitos para investidores. No curto prazo, isso dará aos clubes do Forte uma vantagem financeira sobre os clubes da Libra, mas nos 47 anos restantes do contrato, a disparidade se tornará significativa.
Projeção considerada razoável nos bastidores é de que essa empresa, qualquer que seja, pode pagar R$ 300 milhões pelos direitos de streaming. Somando ao valor projetado pela Globo, os direitos de transmissão do Brasileirão devem gerar R$ 2 bilhões por ano.
A diferença entre os grupos é que, enquanto o Forte está na iminência de assinar com seus investidores e vender 20% de seus direitos pelos próximos 50 anos, a Libra ainda não encontrou um encaixe para o Mubadala, pois o fundo árabe resiste à ideia de comprar só metade.
A Libra atualmente tem nove clubes na Série A. O valor arrecadado permite que ela distribua média de R$ 122 milhões para cada. Participam hoje desta divisão Flamengo, Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Grêmio, Atlético-MG, Santos, Bahia e Red Bull Bragantino.
Já o Forte precisa subtrair a parte dos investidores, que equivale a R$ 180 milhões por ano. Os R$ 720 milhões restantes precisam ser divididos entre todos os seus clubes. Fluminense, Internacional, Vasco, Athletico-PR, Cruzeiro, Botafogo, América-MG, Fortaleza, Goiás, Coritiba e Cuiabá são os que hoje disputam a primeira divisão. Desconsiderando variações, a média é de R$ 65 milhões para cada.

A conta pode ficar ainda mais difícil de fechar, pois o Forte Futebol prometeu R$ 1 milhão a cada filiado que estiver na Série C e ainda 15% sobre o valor remanescente para seus membros da Série B.
Esse percentual dificilmente será deduzido em 2025 e 2026, pois os direitos da segunda divisão já foram vendidos para esses dois anos, separadamente, mas deverá ser descontado a partir de 2027.
No curto prazo, clubes do Forte receberão os valores prometidos (veja a tabela abaixo) pelos investidores: 50% já em 2023, 25% em 2024 e 25% em 2025. O dinheiro tende a ser rapidamente consumido por dívidas, custos correntes e contratações de jogadores. Após esse período, não haverá nada a receber dos fundos. Pelo contrário, para compensar o investimento deles, 20% dos direitos de transmissão serão subtraídos por 50 anos.
As médias mostram apenas a diferença de valores entre os dois grupos — e o impacto de apenas um grupo vender os direitos para investidores. Na prática, as diferenças tendem a ser maiores, pois os clubes de maior torcida devem ser beneficiados dentro de cada bloco.
Em outras palavras, significa dizer que clubes do Forte Futebol terão competitividade financeira com os adversários da Libra por três anos — enquanto forem depositados os pagamentos dos investidores. Nos 47 anos seguintes de contrato, a diferença será significativa.
Se os grupos não conseguirem se unir em um negócio conjunto, não haverá uma liga. Cada grupo negociará seus próprios direitos de transmissão, e a CBF continuará responsável por organizar o calendário e a programação das transmissões, além de manter as propriedades comerciais. Essa divisão traz complicações adicionais, como datas e períodos de negociação desalinhados e ciclos de direitos de diferentes durações.
No final das contas, a divisão pode resultar em menos dinheiro para os clubes e menos controle sobre o campeonato, aumentando a disparidade entre os valores e modelos econômicos. O futuro do futebol brasileiro permanece incerto, com o risco de impactos sistêmicos nesse cenário de divisão.
Fonte: @rodrigocapelo / GE19/05
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