Texto por Colaborador: A. Rother 24/07/2026 - 04:00

A gestão de Alessandro Barcellos acumula mais um capítulo - sem fim - de vexames. A derrota para o Cruzeiro por 2 a 1, a oitava do Brasileirão, a terceira consecutiva e a quinta dentro do Beira-Rio, estacionou o Inter com 21 pontos na 14ª colocação ao fim das primeiras 19 rodadas. É a pior pontuação do clube no encerramento de um primeiro turno desde 2003, quando o campeonato passou ao formato de pontos corridos — pior, inclusive, do que a campanha que terminou no rebaixamento inédito de 2016, quando o time somava 22 pontos na mesma fase.

O paralelo com 2016 é inevitável e assustador. Naquele ano, o Inter também estava em 14º lugar ao fim do primeiro turno, com um ponto a mais e a mesma distância para o Z-4. O que veio depois foi o pior returno da história do clube, culminando na queda para a Série B. A única campanha ainda pior em termos de pontuação foi em 1990, quando o Colorado somou 19 pontos após 19 jogos — mas o formato era diferente.

O contraste com o ano passado reforça a preocupação. Em 2025, o Inter encerrou o primeiro turno em 12º lugar com 24 pontos — três a mais do que agora — e a seis pontos de distância para a zona da degola. Para atingir os 45 pontos que os matemáticos apontam como seguros, o Colorado precisaria de 24 nos 19 jogos restantes.

O cenário fica ainda mais sombrio quando se olha para a sequência que vem pela frente: nas próximas três rodadas, o Inter enfrenta os três primeiros colocados do campeonato. Na ordem: Athletico Paranaense (fora), Flamengo (casa) e Palmeiras (fora).

Como mandante, o quadro também é alarmante. Entre as equipes que já disputaram ao menos 10 jogos em casa no Brasileirão, o Inter tem a segunda pior campanha, com 11 pontos — à frente apenas da Chapecoense.

Restam poucos meses para a atual gestão se despedir do Beira-Rio, mas o segundo semestre promete mais sofrimento antes disso.

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