Texto por Colaborador: A. Rother 14/05/2026 - 18:14

Enquanto o futebol brasileiro corre atrás de investimentos cada vez maiores, o Inter tem ido na contramão. Em 2025, destinou R$ 437,2 milhões ao departamento de futebol — penúltimo entre os 20 clubes da Série A, à frente apenas do Bragantino (R$ 427,8 milhões), segundo dados da Sports Value. O Palmeiras, líder do ranking, investiu R$ 1,15 bilhão — quase três vezes mais que o Colorado. O Flamengo gastou R$ 1,04 bilhão, o Corinthians R$ 937,7 milhões e até o Grêmio, rival direto, destinou R$ 489 milhões ao futebol — R$ 51,8 milhões a mais que o Inter.

A diferença em relação aos grandes é abismal. Botafogo SAF (R$ 1,12 bilhão), Fluminense (R$ 831,2 milhões), São Paulo (R$ 729 milhões), Cruzeiro SAF (R$ 680,2 milhões), Atlético-MG SAF (R$ 633,2 milhões) e Vasco SAF (R$ 622,6 milhões) — todos investiram significativamente mais. Até Bahia SAF (R$ 466,1 milhões) ficou à frente do Colorado.

Alessandro Barcellos justificou a escolha como necessária após o impacto financeiro das enchentes de 2024. O superávit foi alcançado e a dívida caiu de R$ 977 milhões para R$ 940 milhões — mas a consequência esportiva foi dolorosa. Para 2026, o cenário se agrava: o orçamento previsto encolheu para R$ 406,7 milhões, valor que colocaria o Inter abaixo inclusive do Bragantino na tabela do ano passado.

O técnico Paulo Pezzolano e a própria diretoria reconhecem nos bastidores que 2026 será mais um ano difícil, com um elenco enxuto e pouca margem para reforços de peso, revela o Correio do Povo.

A austeridade financeira tem lógica contábil. O problema é que no futebol, quem economiza no elenco costuma pagar a conta em pontos perdidos.

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