Reprodução / GEApesar da derrota para o Santos e da forte pressão da torcida pela demissão de Paulo Pezzolano, o Inter decidiu manter o treinador no cargo. Em meio a tantas vergonhas proporcionadas pela gestão Alessandro Barcellos, mais uma foi adicionada à lista: enquanto os torcedores protestavam do lado de fora do Beira-Rio e aguardavam pela saída do técnico, foi o auxiliar quem concedeu a entrevista coletiva.
A situação dentro de campo também é alarmante. O Inter já está afundado na briga contra o rebaixamento e terá 12 jogos para tentar “subir”. Os números, porém, mostram que a missão se torna cada vez mais complicada sob o comando da atual comissão técnica.
Em 2016, ano do único rebaixamento da história do clube, o Inter ocupava a 18ª colocação após 26 rodadas, com 27 pontos. Naquela campanha, porém, já havia conquistado sete vitórias. Em 2025, quando novamente ficou próximo da queda, o Colorado era o 16º colocado, com 29 pontos e também sete triunfos. Agora, o cenário é ainda pior: 18º lugar, 25 pontos e apenas cinco vitórias em 26 partidas.
Pezzolano também conseguiu desmontar setores que anteriormente funcionavam. A defesa, por exemplo, entrou em colapso nos últimos jogos. O time sofreu três gols em cada uma das últimas três partidas: 2 a 3 para o Bahia, 1 a 3 para o Grêmio e 2 a 3 para o Santos.
É uma sequência negativa inédita no século 21 e que nem mesmo aconteceu no ano do rebaixamento. O Colorado não sofria três gols em três partidas consecutivas desde 1989, há quase 40 anos.
O tropeço diante do Santos também ampliou uma sequência preocupante no Brasileirão. Nos últimos dez jogos, foram seis derrotas e quatro empates:
0x2 Vitória
1x3 Bragantino
1x2 Cruzeiro
0x2 Athletico-PR
1x1 Flamengo
0x0 Palmeiras
1x1 Remo
0x0 Atlético-MG
2x3 Bahia
2x3 Santos
A última vitória no campeonato aconteceu em 16 de maio, contra o Vasco. Desde então, o jejum chegou a dez partidas.
O desempenho como mandante também ajuda a explicar o tamanho da crise. O Inter é o segundo pior mandante do Campeonato Brasileiro, com apenas 14 pontos conquistados em 14 jogos, média de 1,0 ponto por partida. A única equipe com aproveitamento inferior em casa é justamente a Chapecoense, que somou 11 pontos em 12 jogos, média de 0,92, mas ainda tem duas partidas a menos.
Qual justificativa para manter esse trabalho? apenas Barcellos e Fabinho encontram.
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