Texto por Colaborador: A. Rother 05/08/2026 - 01:55

Internamente, o Inter admite ter pendências financeiras com o empresário Delcir Sonda, mas discorda do valor cobrado nas quatro ações judiciais movidas por empresas ligadas a ele. Enquanto Sonda busca receber R$ 60,5 milhões, o clube defende que o débito real gira em torno de R$ 33 milhões, de acordo com apuração do Correio do Povo.

As cobranças estão distribuídas em quatro processos distintos. Duas delas remontam à contratação do meia D'Alessandro, em 2008, negócio em que empresas de Sonda participaram da operação que trouxe o argentino ao Beira-Rio — a negociação inicial girava em torno de 3 milhões de euros por 50% dos direitos econômicos do jogador. Segundo o empresário, esse valor jamais teria sido quitado pelo clube.

As outras duas ações têm origem em empréstimos concedidos ao Inter em 2018, ano em que o clube disputava sua primeira temporada de volta à Série A. Na ocasião, Sonda repassou R$ 10 milhões e mais R$ 2,6 milhões para reforçar o caixa colorado. Sem o pagamento, os valores passaram a ser cobrados na Justiça, já acrescidos de juros e correção monetária.

Embora o clube não tenha se pronunciado oficialmente sobre os processos, pessoas próximas à diretoria afirmam que a divergência está apenas na forma de calcular a dívida: pela conta do Inter, o total devido seria de R$ 33 milhões, praticamente metade do que é exigido pelas empresas do empresário.

Segundo apurou o Correio do Povo, em outubro do ano passado chegou a ocorrer uma reunião entre as duas partes na tentativa de resolver o impasse, com a presença do próprio Delcir Sonda, de um executivo ligado às suas empresas e de um advogado. Na ocasião, as partes teriam chegado a um entendimento em torno do pagamento dos R$ 33 milhões defendidos pelo clube.

Mesmo assim, no início deste ano o empresário optou por ajuizar as quatro ações de cobrança. Os processos seguem em andamento e já geraram determinações judiciais para localização e penhora de valores do clube. Até agora, no entanto, as buscas realizadas nas contas do Inter não encontraram recursos relevantes que pudessem ser bloqueados para garantir o pagamento das dívidas.

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