Ricardo Duarte / InternacionalUm ótimo primeiro tempo, um mau segundo. As duas faces do Inter foram estampadas no Monumental de Núñez, na abertura das oitavas de final da Libertadores. Diante de 80 mil pessoas, o time de Eduardo Coudet saiu na frente, com o primeiro gol de Valencia com a camisa colorada, mas não resistiu à pressão do River Plate e perdeu, de virada, por 2 a 1. Após o jogo a grande imprensa avaliou o desenrolar dos primeiros 90 minutos do confronto... Confira abaixo algumas avaliações:
CRISTIANO MUNARI (RBS)
O primeiro ponto que não pode ficar fora de qualquer análise é de que o River é um time melhor que o Inter. Inter fez um 1º tempo acima do que eu esperava. No 2º pesou não apenas a maior qualidade como o trabalho do Demichelis, que fez ajustes para melhorar a pressão.
A partir do momento que não conseguir sair de trás com passe, Inter começou a apelar para bolas longas. Paulo Díaz foi gigante para controlar o Valencia e jogo virar um bate e volta. O gol já parecia questão de tempo, mas aí entrou o fator Solari.
Solari contra o Renê exigia uma resposta rápida do Coudet. Não deu tempo e veio o 1-1. Depois ele tentou com o De Pena ali, mas também não funcionou.
O Demichelis viu os problemas do 1º tempo e buscou soluções para o 2º. O Coudet também viu, mas não encontrou as soluções. Aí pesa muito trabalho mais longo no River. Demichelis não fez nada novo hoje, tudo que foi feito já havia sido usado antes.
FÁBIO GIAVOMELLI (TWITTER)
Primeiro tempo de adulto. E um segundo tempo muito distante. Não se ganha no futebol assim. Não dá pra oferecer um tempo inteiro ao River e abdicar de jogar. Pra mim, ainda Coudet errou nas substituições. No fim, é muito possível vencer e passar. Precisa atenção.
O que mais se comentava era que o River ia forçar bola longa no lado esquerdo. Assim fez os dois gols. Rochet, por óbvio, termina como grande destaque.
Não dá pra competir com um River com Campanharo e De Pena no meio. A intensidade necessária inexiste. Rômulo eu teria até colocado no intervalo, pra auxiliar o Johnny. Depois foi uma salada mista difícil de explicar. Mesmo assim, competimos. Tem que ajustar e ver os erros.
Agora, o que me deixa mais indignado é ver esse segundo tempo depois do futebol apresentado no primeiro. Isso sim não tem como explicar. A pressão era óbvia, mas entre pressão e abdicar de jogar, tem várias léguas de distância.
GUERRINHA (GZH)
Apesar da derrota no Monumental de Núñez, o time colorado chega vivo para o jogo de volta, no Beira-Rio, graças ao goleiro Sergio Rochet, que fez uma partida de luxo e evitou coisa muito pior.
A situação do Inter, que já era complicada, ficou ainda mais difícil, pela desvantagem e por um simples motivo: a melhor qualidade do seu adversário.
BIBIANO BOLSON (CANAL HINCHAS)
Fizemos um 1T mais equilibrado, conseguimos segurar o volume do River. Segundo tempo fomos engolidos: pressão absurda do River, muitos botes perdidos no meio-campo, cedendo espaço e a bola. Rochet deu nossa sobrevida. Vai ser peleia. Peleia das grandes.
A vantagem é pequena por todas oportunidades que o River teve - mas pode ser imensa dependendo da postura do Inter. Agora é trabalho. Muito trabalho….
LUKAS PUMES (GE E R. INFERNO)
River de maneira geral é superior ao nosso Colorado.
Trocamos no primeiro tempo. Trocamos, mas fomos inferiores, mesmo vencendo.
Só que nosso segundo tempo me entristece. Não tivemos força pra nada. Não construímos absolutamente nada.
Mercado mal, Renê não vive seu melhor momento. Johnny não seria minha escolha pra abrir meio, Campanharo entrou perdido.
Agora é tudo em casa! Agora é a com a gente, com a nossa voz, com a nossa festa. Eles são superiores por uma construção de trabalho, pelo tempo de vivência, por uma série de fatores, mas... não são invencíveis.
MAURÍCIO SARAIVA (GE)
Não existe futuro do pretérito em futebol e na vida. O Inter poderia ter sustentado o 1x0 conquistado à fórceps no primeiro tempo no gol de Enner Valencia. O River poderia ter mais do que virado, goleado o Inter não fosse a enorme atuação de Rouchet.
Ao fim e ao cabo, a vitória argentina foi justa nos dois sentidos. O gigante de Buenos Aires mereceu virar o jogo que perdia pela superioridade técnica e tática que infligiu ao Inter. Não fosse o goleiro, o Inter voltava eliminado do Monumental. Para isso existe goleiro, ainda mais se mundialista.
O Inter volta para Porto Alegre vivo porque a derrota foi pequena. Só consigo, porém, pela amostragem dos dois times, projetar o Inter vencendo na sangria por um gol de diferença e abrindo a pênalti a decisão da vaga. Em todos os sentidos, a superioridade do River Plate é fato. Mas se trata de um gigante brasileiro em casa.
Uma noite especial muda a lógica. Não serei eu a proibir o Inter de se classificar. Mas o favoritismo do River Plate, reconhecido até pelo técnico do time gaúcho, está mantido após o jogo da ida.
R. COLLING (R. GAÚCHA)
Compreensível que Coudet esteja conhecendo o grupo, mas eu não acho correto deixar Maurício no banco o jogo inteiro e ter colocado Campanharo pelo lado direito, lugar que Maurício vinha ocupando com qualidade antes de machucar.
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