Rosiron Rodrigues / Goiás Esporte ClubeRevelado pelo Inter em 2008 e multicampeão no Beira-Rio, o volante Sandro, hoje com 31 anos e defendendo as cores do Goiás, concedeu entrevista exclusiva ao Esporte Interativo nesta sexta-feira (1), relembrando alguns de seus momentos de Inter. Elogiando Tite e dissecando o ambiente de 2010, o ex-camisa 8 deixou claro que só jogaria no rival em "último caso". Confira suas principais declarações relacionadas ao colorado:
Conquistas no Inter: "Lá no Sul é muita chacota. O Grêmio falava muito das duas Libertadores. Quando ganhamos a primeira, em 2006, diziam que demoraríamos muito ou nunca ganharíamos a segunda. Quando ganhamos a festa foi incrível e foi o momento mais feliz da minha carreira. Pena que foi rápido, porque dois dias depois eu tinha de viajar para a Inglaterra (após ser vendido para o Tottenham)".
Sua estreia como profissional: "O Tite é sensacional. O melhor treinador que eu já tive. Depois de um jogo contra o Juventude na base, em Caxias, o Clebinho assistiu e todo mundo gelou o coração. Ele nos parabenizou pelo jogo e disse: 'o Sandro não faz mais parte desse time, está no profissional", além de falar de outro companheiro que não me lembro. Fui ao céu e voltei! Nunca vou me esquecer desse dia!. Eu já conseguia ver que ele era técnico para ser campeão mesmo. Não era para trabalhar só dois, três meses. E aquele título (Sul-Americana) ajudou a alavancar a imagem dele".
Em relação a 2010. "Fossati jogava num esquema com o qual a gente não ficava muito feliz. O grupo sentia que não rendia tanto e a diretoria também. E ele não trocava as ideias dele. Como o Internacional vivia anos dourados, achou que, mesmo com o time avançando na Libertadores, poderia render mais. Questionaram os capitães e a resposta foi que o elenco não se sentia tão à vontade no esquema e estava de acordo com a ideia, por isso a troca".
Perguntado se jogaria no maior rival colorado, revelou que já foi sondado pelos gremistas: "Às vezes existe a sondagem no futebol. Isso é normal. Já houve até, mas nada concreto. E tenho que ser realista: seria minha última opção. Não vou mentir, seria minha última opção".
Sobre aposentadoria: "Eu quero jogar uns quatro anos ainda, mas quero terminar bem. Quero fazer um grande trabalho no Goiás e fazer história seria perfeito para mim. Comecei a carreira no Brasil e, quem sabe, termino também no Brasil, pertinho da minha família".
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