Texto por Colaborador: A. Rother 01/05/2026 - 18:01

Contratado para ser o homem forte do vestiário, com trânsito entre jogadores e comissão técnica e autonomia para liderar as movimentações no mercado, Fabinho Soldado prestou contas em reunião interna com conselheiros do Inter na reta final do Gauchão. O conteúdo, divulgado agora pelo Correio do Povo, revela quais são as metas esportivas e financeiras do departamento de futebol para a temporada.

A reunião aconteceu em 2 de março, logo após a derrota por 3 a 0 no Gre-Nal decisivo do Gauchão. Na ocasião, Soldado apresentou os objetivos mínimos do clube: terminar o Brasileirão no mínimo em 10º lugar e alcançar as quartas de final da Copa do Brasil. O executivo deixou claro, porém, que internamente a ambição é maior.

"No Campeonato Brasileiro, queremos ser o 10º colocado e, na Copa do Brasil, chegar às quartas de final. Isso é o que está no orçamento do clube, mas internamente, a gente trabalha de uma outra forma. A gente pensa algo bem maior e bem compatível ao tamanho do Inter. Se essa é a meta, isso aqui é o mínimo que a gente precisa entregar. Mas todos nós entendemos que há espaço e é possível pensar mais alto", disse Fabinho, conforme consta em ata da reunião.

Às vésperas da 14ª rodada do Brasileirão, o Colorado aparece na 16ª colocação, com a mesma pontuação do Santos, primeiro time dentro da zona de rebaixamento. Uma derrota para o Fluminense neste domingo, no Beira-Rio, pode mergulhar o clube no Z-4 ainda nesta rodada. Com cinco partidas restantes até a pausa para a Copa do Mundo — marco que encerra o primeiro semestre —, o Inter ainda busca a margem de segurança necessária para atravessar o segundo semestre sem sobressaltos.

O planejamento financeiro do clube também complica o cenário. Fabinho havia explicado a lógica de concentrar investimentos no primeiro semestre, quando o calendário é mais intenso, para depois enxugar o elenco. "No segundo semestre, temos um número menor de jogos e, por isso, temos uma estratégia em nível de elenco, que precisa ser mais robusto no primeiro semestre. Depois, vamos ter um pouco mais de tranquilidade em relação ao trabalho", projetou o executivo. Ou seja, saídas estão previstas na janela do meio do ano — mas vendê-las num contexto de luta contra o rebaixamento pode ser ainda mais delicado.

Nesse sentido, Bernabei, com cinco gols na temporada e interesse do futebol europeu, pode ser negociado por valores próximos a 9 milhões de euros. Rafael Borré é outro nome cotado para saída, com expectativa de valorização após a Copa do Mundo.

Mesmo diante das turbulências, Fabinho reforçou a visão de longo prazo: "O objetivo é continuar evoluindo a gestão de futebol, integrando performance em campo, valorização de ativos e sustentabilidade financeira. E quando eu digo que isso é um projeto do Inter, ele tem que estar 100% alinhado com o financeiro."

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