Reprodução / Athletico ParanaenseApós o empate sem gols entre Athletico-PR e Grêmio, no sábado, na Arena da Baixada, pelo Brasileirão, Odair Hellmann usou a coletiva pós-jogo para acertar as contas com a imprensa gaúcha — e revirar um assunto que claramente ainda lhe incomoda desde seu início de carreira no Beira-Rio.
Tudo começou quando Odair foi questionado sobre sua opção de manter um esquema ofensivo mesmo após a expulsão de Esquivel, aos 29 minutos do primeiro tempo, que deixou o Grêmio com um jogador a mais em campo.
O uso da palavra "retranqueiro" na pergunta foi o estopim. "No Brasil, não pode jogar em transição que você é retranqueiro. Não conheço nenhuma equipe do mundo que em determinados momentos dos jogos não se defenda no bloco médio e baixo", rebateu.
Em seguida, o treinador foi ainda mais direto ao evocar sua passagem pelo Inter para provocar a narrativa construída pela imprensa local. "Eu só queria ver há uns anos, lá em 2019 ou 2020, por exemplo, se o Papito colocasse três zagueiros, dois volantes e empatasse o jogo fora de casa com um jogador a mais desde os 30 minutos, se o pescoço dele não iria ser cortado na beira da estrada. E o Papito que é retranqueiro."
Odair também falou sobre sua evolução como treinador, afirmando que nos últimos anos conheceu novas escolas de futebol, cresceu como profissional e aprimorou o conhecimento tático. "Isso foi me dando amadurecimento, coragem, capacidade."
Para encerrar, mais uma indireta que soou como recado à crítica a Luis Castro: "Às vezes gastam muito dinheiro com um bastante ofensivo, mas que dentro de campo é retranqueiro, e os outros que são ofensivos ganham menos."