ReproduçãoO jornalista Marinho Saldanha, do UOL, levantou uma questão sobre as problemáticas saídas do atacante Paolo Guerrero de seus clubes: quase todas pela porta dos fundos. Seu pedido de rescisão partindo do empresário do atleta de maneira pública estremeceu os bastidores do Beira-Rio e remete a duas passagens da carreira do peruano no Brasil em Corinthians e Flamengo.
Foram momentos polêmicos que lembram o processo iniciado agora no Inter. Em ambos a renovação de contrato estava em jogo, e, depois de desacordo com os clubes, o jogador tomou outro destino. Sua imagem acabou "queimada" com as duas torcidas costumeiramente o vaiando sem dó quando enfrenta seus ex-clubes (lembrar a recepção dos flamenguistas para ele no Maracanã, pela Libertadores de 2019).
Autor do gol do título do Mundial de Clubes de 2012, Guerrero está marcado na história corintiana. Mas a forma como saiu, parece arranhar tudo isso. A negociação para ampliar o vínculo do centroavante começou em 2014, e após quase um ano entre idas e vindas, o desfecho foi o rompimento. O jogador pretendia ganhar R$ 18 milhões em luvas e aumento salarial. O clube apresentou — numa última oferta — R$ 13 milhões. A negativa gerou críticas do então superintendente do clube, Andrés Sanchez. O dirigente chegou a dizer publicamente que o jogador poderia ir para outro clube, e ganhou apoio do então presidente, Roberto de Andrade.
Anos mais tarde, em um confronto com Corinthians, Guerrero disse que “não se sentia importante” no clube. Após o racha, foi para o Flamengo.
No Rio de Janeiro, Guerrero teve contemplado seus objetivos financeiros. Chegou ganhando mais e com o valor de luvas pretendido anteriormente. O jogador foi tratado como símbolo de uma nova era para o clube, mas anos depois a relação acabou novamente em crise.
Sem grandes títulos no Fla, marcado por eliminações, Guerrero se viu novamente envolvido em um tortuoso processo de renovação de contrato. Após a punição por doping, que o retirou do time por um longo período e fez seu contrato de trabalho ser suspenso, a relação ficou bastante desgastada, para dizer o mínimo.
Novamente uma renovação começou a ser tratada. Guerrero, alegando dores, não disputou o sétimo jogo no Brasileirão de 2018, mantendo a possibilidade de atuar por outro clube. Repetiu-se o cenário de desacordo financeiro, outra vez o jogador alegou que se sentia desvalorizado e desrespeitado, desta vez com o desejo do Fla de um firmar contrato por um ano, sem pagar de forma retroativa o período em que esteve suspenso. Foi a vez de o Inter surgir como interessado e receber o camisa 9.
Segundo apuração do UOL Esporte - e que bate com todos os outros meios - o jogador jamais deu indícios de que pretendia romper. Nem mesmo depois de tudo o que ocorreu no último fim de semana. Tanto que seguiu sua rotina de recuperação de uma tendinite no joelho direito em atividades na manhã de ontem (3), deixando transparecer um gigantesco cinismo (palavrás do SCInternacional.net)?
Fato é que a direção não aceitará a liberação sem pagamento da multa rescisória, estipulada em 2,5 milhões de dólares (R$ 13,5 milhões na cotação atual). Guerrero tem vínculo até o fim do ano, mas no próximo mês já pode assinar um pré-contrato que garanta transferência. Problema, no entanto, também é outro: como manter um jogador que não quer ficar?
A exemplo do que houve em Corinthians e Flamengo, Guerrero alega se sentir desprestigiado, que tem por plano de fundo o processo de renovação de contato.
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