Texto por Colaborador: A. Rother 13/06/2026 - 13:25

Cinco meses após a rescisão com a Alfa Bet, o Inter segue sem patrocinador máster. Desde o cancelamento do contrato com a casa de apostas, em 11 de janeiro, o clube trabalha para encontrar um novo parceiro para estampar sua marca no espaço mais nobre do uniforme. Houve conversas nesse período, mas nenhuma proposta chegou perto dos valores pretendidos pela direção colorada, revelou o ge.

Mesmo sem estipular prazo para definir a questão, o Inter monitora o mercado e aguarda ofertas consideradas atrativas. Internamente, a avaliação é de que não vale fechar “a qualquer custo”, já que o patrocínio máster é visto como um dos principais ativos comerciais do clube e precisa estar alinhado ao patamar financeiro e institucional que o Inter busca alcançar.

O presidente Alessandro Barcellos destacou em entrevista que o departamento de marketing tem trabalhado intensamente para cobrir essa lacuna, mas que nem todas as propostas recebidas até agora foram adequadas ao valor que o clube entende para essa propriedade. Ele lembrou que em 2025 o Inter faturou R$ 245 milhões com patrocínios e propriedades, e que em 2026 já garantiu R$ 261 milhões, mesmo sem o máster definido. “Isso não nos contenta. É sinal de que podemos mais. O foco é buscar receitas que substituam essa lacuna, mas sem deixar de trabalhar para que tenhamos um patrocinador máster”, afirmou.

Outro fator que influencia na demora é o cenário atual do mercado publicitário no futebol brasileiro, que passa por ajustes após mudanças regulatórias envolvendo casas de apostas. Empresas de outros setores ainda avaliam o retorno de exposição antes de investir cifras elevadas. Nos bastidores, o Inter mantém conversas com diferentes perfis de empresas, mas evita avançar sem garantias de um contrato robusto.

O último acordo máster foi fechado no início de 2025, quando o Banrisul deixou de ser o principal parceiro e a Alfa Bet assumiu o espaço. No entanto, a empresa enfrentou problemas financeiros e não cumpriu pagamentos de novembro e dezembro, o que levou à rescisão. O contrato previa R$ 50 milhões anuais, em 12 parcelas de R$ 4,16 milhões.

Enquanto busca um novo patrocinador máster, o Inter conseguiu vender outras áreas da camisa, como a lateral para a Cigame e a barra para a KNN, o que ajuda a aliviar o cenário financeiro.

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