Texto por Colaborador: Redação 30/01/2026 - 04:00

Em seu último ano de contrato com o Internacional, o goleiro Sergio Rochet comentou sobre seus planos de carreira em entrevista ao canal El Espectador, do Uruguai. O titular da meta colorada deixou claro que deseja permanecer em Porto Alegre.

"Estou muito feliz aqui, estou confortável em Porto Alegre. Para sair tem que ser algo muito atrativo. Eu adoraria seguir aqui, estou bem, minha família está bem, é um clube lindo e uma cidade linda. A imprensa também me respeita. Vou na rua quando tenho que ir e sempre me tratam com respeito", declarou o goleiro.

Apesar do desejo de permanecer no Inter, Rochet também revelou um sonho para o futuro distante: "Eu adoraria encerrar minha carreira no Nacional. Voltar ao Uruguai e terminar no clube seria a cereja do bolo para minha carreira."

Sobre sua condição física, Rochet revelou estar enfrentando problemas que o preocupam: "Desde que voltamos em janeiro não estou treinando em campo. Venho arrastando uma tendinite desde julho e em alguns jogos antes de terminar o Brasileirão rompi o quadríceps."

"Se não posso treinar no nível que eu quero, depois me afeta na hora de competir. Não gosto de não treinar um dia para me cuidar e depois jogar igual no fim de semana", explicou.

O arqueiro elogiou a relação com Paulo Pezzolano: "Meu treinador aqui no Inter tem um diálogo próximo com os jogadores. Se aproxima o tempo todo para me perguntar como me sinto. Mas também me diz para me cuidar porque o ano é longo."

Sobre as expectativas para a temporada, Rochet foi categórico ao falar das obrigações do clube: "O Inter tem a obrigação de brigar pelo Gaúcho, pelo Brasileirão e pela Libertadores. Temos um plantel com grandes nomes que nos coloca uma mochila e uma responsabilidade de ganhar tudo."

O goleiro também comentou sobre as dificuldades em jogos de altitude: "Na altitude eu sofro, mas vejo sofrer mais os meus companheiros e isso me choca. Você os vê que não podem reagir normalmente em jogadas que sempre resolveriam bem. Na altitude passei mal porque me mataram a bola. Você sabe que vai ter uma ou duas chances e tem que ser contundente."

Em relação à seleção uruguaia comandada por Marcelo Bielsa, Rochet demonstrou confiança: "Todos os que estamos no plantel da seleção conhecemos a ideia de Marcelo e estamos capacitados para fazer o trabalho em cada posição."

"Sou bastante autocrítico e sei que em alguns jogos não tive rendimentos bons com a seleção. Mas levo tranquilo e confiando nos meus companheiros", admitiu.

O Uruguai estreia na Copa do Mundo 2026 contra a Arábia Saudita em 15 de junho no Hard Rock Stadium de Miami. Depois enfrentará Cabo Verde em 21 de junho, também em Miami, e fechará a fase de grupos contra a Espanha em 26 de junho, em Guadalajara.

Sobre a possível titularidade no Mundial, Rochet ponderou: "Sempre fui humilde, trabalhei, não vou me achar mais que ninguém. Sim quero me preparar para estar bem e que o treinador decida. Há bons goleiros, obviamente talvez na hora dos jogos de Mundiais a experiência pese e eu sou um dos mais veteranos. Creio que isso joga um pouco a favor, mas o importante é que estejamos bem e haja boa competição, que todos nos elevemos no nível."

Críticas a Dibu Martínez e argentinos

Ao ser questionado sobre Emiliano Dibu Martínez, do Aston Villa, e seu comportamento durante disputas de pênaltis, Rochet não escondeu sua opinião: "Muitos amigos e companheiros me fazem essa pergunta. Pessoalmente a mim não me agrada a forma dele de ser assim, mas como goleiro a verdade é que é um fenômeno. Muito bom arqueiro, mas a mim não me convence por essas atitudes. Cada um tem sua personalidade. A mim não me agrada, eu sou mais de perfil baixo. Sim deu resultado para ele e está perfeito. Se ele está confortável assim e quer ser assim..."

Quando questionado sobre o comportamento dos jogadores argentinos após vencerem a Copa do Mundo em 2022, foi mais direto: "Creio que essas coisas a mim não me agradam. Não gosto da soberbia. Trato como pessoa de ser assim e aos companheiros que possa aconselhar e estar perto, que mantenham mais ou menos esse perfil, porque é nosso perfil como uruguaios. É o que nos faz um pouco únicos aqui na América do Sul. Perguntas em qualquer país e ao uruguaio adoram por isso, por essa forma de ser."

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