Texto por Colaborador: Redação 18/03/2026 - 02:35

Titular frequente nas últimas temporadas, Thiago Maia vive um apagamento silencioso no Inter de Paulo Pezzolano em 2026. Em apenas quatro aparições até aqui, o volante não completou nenhuma partida — e seus 155 minutos em campo revelam o quanto perdeu espaço no grupo colorado.

Para o jogo contra o Santos nesta quarta, na Vila Belmiro, ele surge como possível opção diante da suspensão de Paulinho. Na prática, porém, a chance é considerada remota. O técnico simplesmente não tem contado com ele.

A ausência de Thiago Maia — e também de Villagra — tem chamado atenção fora do clube. Em sua coluna no GZH, o narrador da Rádio Gaúcha Pedro Ernesto Denardin cobrou explicações de Pezzolano sobre o uso dos dois meio-campistas. "Todos acreditam que eles, se escalados, poderiam representar acréscimo técnico importante", opinou o jornalista. Denardin também estranhou o fato de nenhum dos dois ser sequer a primeira opção entre os reservas na posição: "Quando um deles que está jogando é substituído, aí entra Bruno Henrique. Vai entender", reclamou.

Fora do campo, a situação é igualmente incerta. Com contrato até o fim do ano, Thiago Maia já foi procurado para discutir renovação, mas as conversas não evoluíram. A partir de julho, poderá assinar pré-contrato com outro clube e deixar o Inter gratuitamente ao término da temporada.

Sua chegada ao Colorado, em março de 2024, não foi simples. Após longa negociação envolvendo Flamengo e Lille — clube francês que detinha parte dos direitos do jogador —, o Inter se comprometeu a pagar 4 milhões de euros ao Rubro-Negro de forma parcelada. A dívida, no entanto, não foi quitada e gerou disputa judicial. O imbróglio só foi encerrado no início deste ano, quando a venda do zagueiro Vitão ao Flamengo serviu para abater o débito.





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