Texto por Colaborador: A. Rother 23/07/2026 - 02:18

Quem assistiu à coletiva de Paulo Pezzolano após mais uma derrota em casa do Inter no Brasileirão parecia estar ouvindo as primeiras cinco rodadas do ano. "O time finalizou mais, só falta fazer o gol...". O que se viu mais uma vez no time comandado pelo uruguaio? Linhas altas, zaga completamente exposta, o setor mais frágil do time novamente descoberto — ocorre em praticamente todas as situações: criamos mais oportunidades ofensivas, mas deixamos a defesa em mano a mano com mais frequência e quase sempre saímos perdendo.

Assim havia sido contra o Vitória e o Bragantino, poucos meses atrás, e em quase todos os jogos das rodadas iniciais. Por mais sorte do que juízo, o mesmo não aconteceu contra o Coritiba, onde achamos um gol.

Já se passou tempo suficiente para entender que Pezzolano tem juba de leão, rabo de leão, pata de leão — mas é um camaleão. E às vezes o chanfro de burro acaba por ressaltar. Suas escolhas estratégicas simplesmente não fazem sentido, e ele parece não entender que os poucos e miseráveis pontos somados vieram quase sempre quando o time resguardou sua defesa e buscou a transição rápida.

O Inter encerra um dos piores primeiros turnos históricos, com lamentáveis 36% de aproveitamento em 19 partidas: 2016 (temporada do rebaixamento): 22 pontos. 2026: 21 pontos...

É uma campanha pior do que a da temporada do rebaixamento. Em termos de pontuação, o Colorado foi pior em apenas uma temporada: 1990, com 19 pontos após 19 jogos.

Para bater nos 45 pontos, o Inter precisará fazer 24 pontos nas 19 rodadas restantes — aproveitamento de 42%, uma melhora expressiva em relação ao que foi feito até aqui. Infelizmente, o treinador uruguaio tem o maldito costume de complicar uma situação que parece óbvia até mesmo para a grande maioria da torcida.

Por Alan Rother

Categorias

Ver todas categorias

Alan Patrick e Borré devem ser negociados?

Sim

Votar

Não

Votar

45 pessoas já votaram