Texto por Colaborador: A. Rother 16/09/2026 - 10:06

Em declarações ao ge, o empresário Delcir Sonda explicou de forma completa sua decisão de doar R$ 20 milhões ao Internacional, criticou duramente a gestão de Alessandro Barcellos, falou sobre a cobrança judicial de dívidas do clube e sobre o papel que pretende desempenhar na próxima eleição. Ele resumiu sua motivação com emoção: “Eu sou apaixonado pelo Inter e precisava ajudar.”

Preocupado com a crise financeira e o risco de rebaixamento, Sonda afirmou: “Quis dar uma força. Se cair, fica muito mais difícil se levantar. Você perde mais de R$ 100 milhões em receitas.” O aporte foi feito na véspera da partida contra a Chapecoense, quando o clube estava há dez jogos sem vencer. “Vi o time desse jeito e pensei que dificilmente teria chance caso não vencesse no sábado. O jogo era muito importante para o Inter e liguei para ajudar e tentar dar sorte.” A vitória por 2 a 1 trouxe algum alívio, mas não tirou o Inter da zona de rebaixamento. Mesmo assim, ele não poupou críticas: “Vou torcer para que dê certo, mas o time é muito ruim.”

Sobre a administração, foi direto: “A gestão é péssima e só nos complicou. Quebrou tudo. Devia ter montado uma equipe de trabalho muito melhor. Você precisa ser humilde e gerir com cuidado. Não pode deixar uma dívida dessas sem fazer nada para combater.” Ele também criticou a aproximação de Barcellos com o empresário Elusmar Maggi: “Não gostei do que aconteceu. Ele (Barcellos) bateu fotos com o cara do Centro-Oeste, que vem de uma família muito rica. Postou fotos, mas nunca foi próximo. Ele (Maggi) não é do futebol.”

Sonda lamentou ainda a situação das categorias de base: “Fico muito triste. Como um clube com o tamanho do Inter não consegue produzir na base? Qualquer jogador é vendido por, pelo menos, R$ 50 milhões. O Palmeiras cresceu muito com a venda dos meninos ao exterior. Imagina um clube sem base? É o fim do mundo.”

Ele revelou que cobra judicialmente uma dívida de R$ 60 milhões do Inter: “Mandei um advogado da empresa tentar negociar. Prometeram e prometeram. Tem uns seis, sete títulos no cartório, mas não pagaram. Foi para juízo. Se fosse uma gestão séria... Sei que o Inter não tem condições, mas que pudessem pagar um pouco. Nem isso fizeram. Sempre procurei ajudar. Sou doente pelo Inter.”

Sobre seu papel político, lembrou que apoiou Roberto Melo na última eleição e que continua ligado ao mesmo bloco. No entanto, admitiu limitações pessoais: “Fiz cirurgia e fiquei quatro meses no hospital. Cheguei a ficar 22 dias em coma, mas Deus me segurou. Agora estou há 60 dias em casa, mas preciso cuidar da saúde.”

Mesmo assim, garantiu que seguirá colaborando: “Nunca deixarei de ajudar. Não tive filhos, não sou casado. O que mais amo na vida é o clube. Se o Melo for eleito, vou ajudar, mas não posso largar a empresa. Há cinco anos, eu podia, mas hoje estou sozinho.”

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