Ricardo Duarte / Inter A segunda partida de Abelão no Colorado veio com novo tropeço, dessa vez pelo Brasileirão, ainda que se faça justiça que o Inter não sabia o que era vencer no torneio há 3 jogos. Avaliando a derrota por 2 a 0 para o Santos, na Vila Belmiro, Abel ressaltou que manteve o mesmo estilo de jogo sem grandes alterações, mas viu novas falhas infantis na defesa desandarem com o confronto, justo no melhor momento do time no segundo tempo. Confira suas principais declarações:
ENTREVISTA
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Avaliação do Jogo: "A gente não está conseguindo dar continuidade boa. Por exemplo, tivemos contusão bem no início do jogo passado, do Patrick, depois saímos de um primeiro tempo ruim, para um segundo tempo de total domínio. Hoje, no primeiro tempo, as coisas estavam correndo bem para as duas equipes, sem grandes problemas, mas com o Santos um pouco superior. Conversamos, mudamos alguma coisinha a nível de posicionamento, trocando de lado Marcos (Guilherme) e o Maurício, tivemos domínio onde falamos com os para os jogadores, ficou maduro o gol e sofremos um gol nas condições que você viu. Muito anormal, um grau de facilidade grande pro adversário porque não marcamos corretamente a linha entre a bola e o gol. Se reparar, não estávamos enquadrados da melhor maneira o primeiro homem. O segundo (gol) é um escanteio a nosso favor, essa bola chega e erramos. Isso tá aconteceu em momento que não esperávamos, não queríamos e temos que procurar recuperação imediatamente.".
"O Inter foi bem, fez jogo igual no primeiro tempo. Truncado, pegado, nada de espetacular para nenhuma das equipes. Mas no segundo tempo tivemos domínio muito bom até sofrer o gol. E claro, depois de sofrer gol, você começa a se atirar e o Santos fez o gol. Depois começa a jogar com coração, transpiração, mas tomando decisões erradas."
Trocas: "As substituições foram para poupar, como o Dourado, que dá um nível tático e técnico muito grande à equipe. Foi muito acima do normal para quem não estava jogando. Não podemos baixa a cabeça agora. Foram três dias com duas derrotas. Isso não passava na cabeça de nenhum de nós."
Momento complicado: "Nós temos que procurar agir. Temos que pensar, agir. Temos que ter entrega como líder do campeonato. Isso até sofrer primeiro gol, não faltou. Nós estávamos melhores nos primeiros minutos do segundo tempo, mas queríamos a reação hoje. Os meninos da frente do Santos correm muito, dão trabalho, mas conseguimos correr igual. O segundo tempo, a jogada fluía com normalidade e não marcamos o gol. Tivemos a lesão do Edenilson, e você sabe a importância dele pra equipe. Depois fui avisado sobre Abel e Galhardo. No primeiro jogo, mal conhecia o nome dos jogadores. É impossível falar de tempo. Mal consegui treinar o time, mas não tenho que dar desculpas. Isso aqui é o Inter. Com dor ou sem dor, temos que reagir. Quarta-feira temos jogo decisivo, domingo outro e depois o boca."
Gols sofridos: "Muito anormal, um grau de facilidade grande pro adversário porque não marcamos corretamente a linha entre a bola e o gol. O segundo (gol) é um escanteio a nosso favor, essa bola chega e erramos. Isso tá aconteceu em um momento que não esperávamos, não queríamos e temos que procurar recuperação imediatamente".
Escalação: "nós não mudamos nada. Tivemos em alguns momentos, situações que é bom você tirar o adversário de trás para ter mais espaço. Conseguimos duas ou três vezes do lado esquerdo e direito, com rendimento bom do Maurício com o Rodinei. Tivemos duas jogadas de cabeceio. O goleiro fez boas defesas, mas não é jogar defensivamente. Viemos aqui jogar para ganhar, manter primeira colocação, tínhamos que pensar em ganhar o jogo".
Posição de Galhardo: "Não mudei, ainda mais porque o Galhardo, um dos fortes do Inter, é justamente jogada pelo lado do campo. Então, quando a bola não tá chegando, você não pode ficar com dois jogadores em cima da defesa. Você tem que começar a tentar fazer ligação pra que essa bola chegue. Tanto que o Abel teve cabeceio. Mas depois a gente tenta revezar. Do lado oposto infiltra. O Inter, tanto nesse jogo com no outro, eles jogaram num tripé cortando a linha de passe. O que tá precisando melhorar é nós chegarmos com mais intensidade pelo lado do campo e tem que ter cruzamentos, que é onde os gols têm acontecido. Agora tem chegado com menos assiduidade neste setor do campo">
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