Texto por Colaborador: A. Rother 30/04/2026 - 03:00

Duas situações distintas movimentam os bastidores do Inter. De um lado, Alan Patrick vem sendo elogiado internamente pelo desempenho nos treinos. Segundo o jornalista Lucas Collar, o clube entende que o rendimento abaixo do esperado do camisa 10 está ligado ao novo modelo de jogo de Paulo Pezzolano, que trabalha para encontrar alternativas que tragam mais rendimento e protagonismo ao meia.

Do outro lado, a situação de Rafael Borré ganhou novos contornos após as declarações do atacante ao podcast da esposa, Anita Caicedo, que geraram críticas da torcida. Conforme Collar, o Inter procurou Borré para entender o momento do jogador após as declarações. O clube reforçou que precisa do atleta ao menos até a parada para a Copa do Mundo. Na pausa, haverá uma conversa entre as partes para discutir o futuro do colombiano.

O cenário de Borré é delicado. Dono de um dos maiores salários do elenco, o atacante vive um jejum que se arrasta desde fevereiro. O início de temporada foi promissor — foram seis gols, incluindo dois no primeiro Gre-Nal do ano —, mas o rendimento caiu de forma acentuada. No Brasileirão, balançou as redes apenas uma vez.

Nos bastidores, porém, o conceito de Borré segue elevado. Internamente, é visto como um dos profissionais mais dedicados do grupo. Além das atividades no CT Parque Gigante, ele realiza treinos extras por conta própria, com preparador físico e fisioterapeutas contratados com recursos próprios. O atacante também investe em análise individual de desempenho, contando com um profissional que estuda adversários, especialmente zagueiros, para identificar brechas. O esforço é reconhecido pela comissão técnica e pelos companheiros, mas ainda não se refletiu em números.

A diretoria não toca no assunto agora, mas faz as contas. A avaliação interna é de que Borré não entrega um custo-benefício equilibrado — e, caso uma transferência se concretize, o clube exigirá compensação financeira. O desafio, nesse cenário, seria buscar reposição num elenco que já enfrenta limitações e não comporta novas perdas. Tanto o jogador quanto o Inter só analisarão o futuro após a Copa do Mundo, torneio no qual Borré tem como meta representar a seleção colombiana.

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