Texto por Colaborador: A. Rother 06/07/2026 - 03:00

O goleiro Alisson Becker, formado no Inter e ídolo do Liverpool, viveu uma noite de dor e história no último domingo. O Brasil foi eliminado das oitavas de final da Copa do Mundo pela Noruega, por 2 a 1, no Estádio de Nova York/Nova Jersey, com dois gols tardios de Haaland — e o gaúcho foi um dos personagens centrais de uma noite marcada por emoção e desespero.

Apesar de não ter culpa nos dois gols do centroavante norueguês, Alisson saiu da partida com uma marca significativa: tornou-se o segundo goleiro que mais defendeu o Brasil em Copas do Mundo, ultrapassando Emerson Leão e Gylmar dos Santos Neves. Com 14 jogos em mundiais e agora 1.324 minutos — passando Leão (1.279) e Gylmar (1.266) —, ele só fica atrás de Taffarel, recordista com 18 jogos e 1.773 minutos.

Foi justamente com Taffarel que o Brasil sofreu sua última eliminação nas oitavas, em 1990, também por 2 a 1, diante da Argentina. Três décadas e seis depois, a história se repetiu com Alisson no gol — e a pior campanha da seleção desde aquela edição.

Após o apito final, o cria do Celeiro de Ases foi um dos primeiros a consolar Neymar e Marquinhos, visivelmente abalados. Ele também lamentou a derrota em coletiva: "Fizemos um jogo com muito volume, criamos bastante oportunidade. Até sofrer o gol estávamos defendendo bem, mas o futebol por momentos é cruel. Tentamos neutralizar os cruzamentos para o Haaland, mas eles acabaram abrindo o placar. No segundo gol também podemos fazer melhor. Essa foi a diferença hoje. É ter a cabeça fria para suportar a pressão."

Sobre o pênalti perdido por Bruno Guimarães aos 14 minutos — que poderia ter mudado o rumo do jogo —, Alisson foi generoso: "O Bruno era o batedor. Bate bem pênalti, mas infelizmente não conseguiu. Há o mérito do goleiro também."

Os números contam a história cruel da noite: o Brasil gerou 2,74 xG contra apenas 0,73 da Noruega, teve 14 finalizações e criou quatro grandes chances. A seleção norueguesa dominou 70% da posse de bola e converteu o que precisava. Para o camisa 1 criado no Beira-Rio, mais um capítulo de grandeza pessoal em meio a uma tragédia coletiva.

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