Texto por Colaborador: A. Rother 31/07/2026 - 01:30

Quem está de olho em Alex Arce precisa saber: o atacante não parou. Em sua primeira partida após a Copa do Mundo com o Paraguai, o centroavante voltou a balançar as redes pelo Independiente Rivadavia na vitória por 2 a 1 sobre o Huracán, pela segunda rodada do Torneo Clausura 2026. Foi um golaço no estádio Bautista Gargantini — o 12º desde seu retorno ao clube — e uma mensagem clara para quem o observa de longe: o preço não vai baixar.

Para o Inter, que monitora o atacante paraguaio, o bom momento de Arce é uma faca de dois gumes. A eficiência do jogador confirma o interesse colorado, mas cada gol marcado valoriza ainda mais um atleta que já chegou ao Mundial como uma das peças do time de Gustavo Alfaro — disputou o torneio, estreou contra os Estados Unidos e ainda participou do gol paraguaio no Mundial antes da eliminação diante da França nas oitavas de final.

De volta ao Mendoza, Arce não precisou de tempo para reencontrar seu faro de gol. Discreto fora das quatro linhas, o atacante se expressa dentro delas com uma eficiência rara: presença na área, capacidade de criar espaços e frieza na hora de decidir. São qualidades que já o transformaram em ídolo do Independiente — foi artilheiro na campanha histórica que levou o clube ao topo do futebol argentino pela primeira vez — e que explicam por que seu nome circula entre os interessados da América do Sul.

Para o técnico Alfredo Berti, Arce é peça indispensável. Para o Inter, ele segue sendo uma opção atraente. O problema é que, a cada gol, a negociação fica um pouco mais difícil.

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