Texto por Colaborador: A. Rother 28/04/2026 - 03:00

Mesmo tendo perdido a titularidade no Inter para Alerrandro, Rafael Borré não falta em listas de desejos pelo continente. O River Plate voltou a demonstrar interesse no atacante colombiano, e há um nome conhecido por trás da aproximação: Eduardo Coudet, ex-treinador colorado, tem conversado com Borré na tentativa de convencê-lo a retornar ao Monumental de Núñez. A relação construída pelos dois em Porto Alegre é um dos principais argumentos usados pelo técnico nessas conversas.

Borré, no entanto, não quer nem ouvir falar no assunto por enquanto. O foco é total no Beira-Rio: recuperar o nível do início da temporada, reconquistar a titularidade, ajudar o Inter a se afastar da zona de rebaixamento e chegar bem à Copa do Mundo. Só depois do torneio ele planeja sentar e avaliar como o clube enxerga seu papel no projeto — para então decidir o que fazer.

E não é só o amor pelo Inter que o faz hesitar. O colombiano tem observado que vários jogadores que retornaram ao River não conseguiram repetir o desempenho da passagem anterior. Existe o receio real de voltar e arranhar uma imagem construída com muito esforço.

Conversa com a diretoria e contrato longo
Não é a primeira vez que o futuro de Borré no clube entra em discussão. No fim do ano passado, em meio à luta contra o rebaixamento no Brasileirão, o atacante teve uma conversa franca com o presidente Alessandro Barcellos. O dirigente deixou claro que, em caso de descenso, não haveria como manter os custos do jogador. Borré compreendeu a situação e foi além: sinalizou que toparia uma readequação salarial para continuar no Beira-Rio, uma postura que chamou atenção dentro do clube.

Seu contrato vai até o fim de 2028 e ele figura entre os maiores salários do elenco. Uma eventual saída, portanto, aliviaria a folha — mas exigiria que os argentinos ressarcissem o Inter pela liberação antecipada.

Números de Borré em 2026
21 partidas
15 jogos como titular
6 gols
2 assistências
3 cartões amarelos
1.396 minutos em campo

Profissionalismo fora de campo
Nos bastidores do CT Parque Gigante, Borré colhe elogios pelo profissionalismo. Está entre os jogadores com melhores indicadores no grupo de Paulo Pezzolano — e parte desse desempenho se deve a uma estrutura de apoio montada fora do clube: um treinador que já trabalhou com Mohamed Salah, um analista de desempenho, nutricionista, motivador e chef de cozinha compõem a equipe multidisciplinar do colombiano. Recentemente, ele trouxe um preparador físico da Argentina para uma rotina de dez dias em Porto Alegre — e a expectativa é que o profissional retorne em maio para nova sequência de trabalho.

Longa seca de gols
O esforço fora de campo é também uma resposta à má fase dentro dele. Borré não marca desde 21 de fevereiro, quando o Internacional goleou o Ypiranga por 4 a 0 no Gauchão. São 13 jogos e 905 minutos sem balançar as redes. Ainda assim, segue como o artilheiro do time na temporada: seis gols, um a mais que Alan Patrick e Bernabei, além de duas assistências nas 21 partidas em que esteve em campo.

Ao longo da semana, o camisa 19 tentará mostrar a Pezzolano que merece mais espaço. O próximo compromisso é no domingo, quando o Inter recebe o Fluminense às 18h30, no Beira-Rio.

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