Texto por Colaborador: A. Rother 25/04/2026 - 01:10

O Gato Mestre do GE apresentou o potencial que cada time para a rodada 13° do Brasileirão comparando o desempenho nos últimos 60 dias como mandante ou visitante em todas as competições e também nos últimos seis jogos independentemente do mando. Também são consideradas as performances defensiva e ofensiva das equipes no jogo aéreo e no rasteiro. Em parceria com o economista Bruno Imaizumi, são analisados 76.386 finalizações cadastradas pelo Espião Estatístico em 3.135 jogos de Brasileirões desde 2013 que servem de parâmetro para a produtividade atual de cada equipe.

FAVORITISMO: INTER 27% X 47% BOTAFOGO

Histórico equilibrado e promessa de gols em Brasília

O Internacional é um visitante incômodo para o Botafogo. Em 17 confrontos como mandante pela Série A desde 2006, o Alvinegro venceu seis, com o Inter levando a melhor em sete oportunidades. Os gaúchos triunfaram fora de casa em 2019, 2020 e 2022, mas o Botafogo vem na frente nos últimos três duelos, em 2023, 2024 e 2025.

Os números da temporada pintam um cenário de contrastes. O Botafogo tem o melhor ataque do Brasileirão, com 22 gols em 11 jogos (média de 2,00 por partida), enquanto o Inter apresenta o segundo pior, com 10 gols em 12 jogos (0,83) — e o clube carioca ainda tem um jogo a menos por disputar.

Apesar da diferença ofensiva, o Inter chega com credenciais sólidas como visitante: quinta melhor campanha fora de casa (2V, 2E, 1D, 53%), com a melhor defesa forasteira do campeonato — apenas quatro gols sofridos em cinco jogos (0,80). Em apenas um desses jogos o Colorado não marcou nem foi vazado.

O Botafogo, por sua vez, tem o décimo desempenho como mandante (2V, 1E, 1D, 58%), mas compensa com eficiência impressionante: melhor ataque caseiro, com nove gols em quatro jogos (2,25), embora também tenha a segunda pior defesa em casa, com sete gols sofridos (1,75). Em apenas uma das quatro partidas em casa a partida terminou sem gols.

Tudo indica que os gols virão. O Botafogo tem a maior eficiência ofensiva caseira do Brasileirão: um gol a cada 5,3 finalizações, tornando-se o maior goleador mandante apesar de ser apenas a quinta equipe que mais finaliza em casa (média de 12,0 por partida). Essa pontaria será exigida ao máximo, já que o Inter tem a defesa visitante que menos permite finalizações (11,2 por jogo) e a quarta maior resistência forasteira, sofrendo um gol a cada 14,0 conclusões contrárias.

A diferença de aproveitamento dentro da área é gritante. O Botafogo converte 26% das finalizações na área — um gol a cada 3,8 tentativas. O Inter tem o pior índice nesse quesito: apenas 8%, ou um gol a cada 12,1 conclusões.

No jogo aéreo, sete dos últimos dez gols sofridos pelo Botafogo tiveram origem em bolas altas — uma janela de oportunidade para o Inter explorar. Do lado colorado, os últimos dez gols sofridos se dividem igualmente: metade por jogadas aéreas e metade por passes rasteiros, desconsiderando dois pênaltis.

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