Texto por Colaborador: Redação 20/03/2026 - 02:00

A CBF convocou os representantes das 40 equipes da Série A e B para uma reunião no dia 6 de abril, no Rio de Janeiro, com o objetivo de liderar formalmente a discussão sobre a criação de uma liga de clubes no Brasil — debate que até então era conduzido pelos próprios blocos de clubes.

O movimento marca uma virada de postura da entidade, que passa a ocupar o centro de um processo historicamente fragmentado. No convite enviado aos dirigentes, a CBF reconhece o aumento das manifestações do setor em torno da necessidade de organizar uma liga nacional.

O contexto explica a iniciativa. Libra e Futebol Forte União (FFU), os dois principais blocos criados com esse objetivo, avançaram mais na comercialização de direitos do que na estruturação de um modelo competitivo unificado. A FFU atraiu um parceiro financeiro — a Sport Media Participações — que passou a firmar contratos com clubes, adquirindo participações nos direitos comerciais e de mídia por até 50 anos. A Libra chegou a negociar algo semelhante com o Mubadala Capital, mas o Flamengo vetou a cessão de receitas por um período tão longo, inviabilizando o acordo.

Internamente, os dois grupos seguem atravessados por divergências sobre divisão de receitas, entrada de novos clubes e modelos de governança — tensões que enfraqueceram a capacidade de avanço conjunto. É nesse vácuo que a CBF se insere, apostando no peso institucional da entidade como elemento estabilizador do processo.

A reunião de abril deve abrir um novo ciclo de negociações. O histórico recente impõe cautela, mas o envolvimento direto da confederação pode representar uma mudança real na tentativa de reorganizar o futebol brasileiro — tema que integra uma agenda mais ampla da atual gestão, que também inclui ajustes no calendário, iniciativas para o futebol feminino e discussões sobre fair play financeiro.





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