Texto por Colaborador: A. Rother 26/05/2026 - 01:58

A CBF realizou nesta segunda-feira (25), no Rio de Janeiro, sua segunda reunião com clubes da Série A e B e presidentes de federações estaduais para discutir a criação de uma liga forte no futebol brasileiro. O encontro aprofundou temas levantados na primeira reunião, realizada em abril.

"Olhamos o futebol com outros olhos, planejamos fazer as mudanças necessárias que o futebol brasileiro precisava. Deixei claro desde o início que não íamos caminhar sozinhos, que faríamos uma gestão descentralizada, com a participação dos clubes e federações. Tudo que prometemos no início cumprimos", disse Samir Xaud, presidente da CBF.

Entre os temas discutidos estiveram propostas para aumentar o público nos estádios, proteção ao jovem atleta com regulamentação da função de agente e medidas de combate à violência. Segundo Helder Melillo, diretor executivo da CBF: "Contamos com a ampla participação dos clubes, em todos os temas foram vários debates, sugestões, dúvidas. Essa ligação da CBF com os clubes vai fazer com que a gente apresente cada vez mais medidas sólidas e eficazes para o futebol brasileiro."

O presidente do Internacional, Alessandro Barcellos, destacou o processo: "É um caminho importante buscando com clubes, federações e a CBF um objetivo comum que é fortalecer o futebol brasileiro e melhorar o nosso produto. O tema de segurança, o STJD e o Grupo de Trabalho da Base são questões que influenciam na melhoria do produto."

A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, reafirmou apoio: "Podem ter a mais absoluta certeza que o Palmeiras está aqui para colaborar com o que for melhor para o futebol brasileiro."

Um dos destaques da reunião foi a criação da Comissão Antiviolência do Futebol Brasileiro, presidida por Mauro Carmélio Neto, da Federação Cearense. A comissão atuará em quatro frentes: segurança e controle de acesso, acompanhamento de processos, proteção de jogadores e competência do STJD. Entre as medidas anunciadas estão um banco de dados nacional de torcedores proibidos de frequentar estádios e a proibição de acesso de torcedores a centros de treinamento.

Na área da Justiça Desportiva, Luís Otávio Veríssimo, presidente do STJD, apresentou resultados concretos: o prazo médio de julgamento caiu de 79 para 8 dias. "O campeonato de 2026 encerra no campo e encerra na Justiça Desportiva, sem caso a passar para o ano seguinte", afirmou.

A infraestrutura dos estádios da Série A também foi avaliada a partir de um raio-X técnico elaborado pela Arena Events+Venues, analisando arquitetura, gramado, iluminação e topografia dos 21 estádios da competição.

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