Texto por Colaborador: A. Rother 10/07/2026 - 14:12

O comentarista da Rádio Gaúcha, Cristiano Munari, fez duras críticas nesta sexta-feira ao papel desempenhado por Abel Braga no Inter e Luiz Felipe Scolari no Grêmio. Ambos, já aposentados como treinadores, ocupam cargos de gestão — Abel como diretor no Inter e Felipão como coordenador no Grêmio.

Munari questionou a real função desses ídolos dentro dos clubes: “Gente, isso vale tanto para o Abel quanto para o Felipão. Eles são figuras que só estão ali pelo nome, para dizer para nós da imprensa e para o torcedor que eles estão ali como um escudo. Eles não tomam decisões no clube, não fazem parte do dia a dia e não definem contratações. Você acha que o Abel definiu se o Maripán era um bom jogador ou avaliou o goleiro da Venezuela? Não tem nada a ver! Sabe por que esse é um papel favorável para todo mundo? Porque o dirigente pega o dinheiro do clube e paga um ídolo. O ídolo, por sua vez, recebe o salário apenas para emprestar a sua imagem e servir de escudo para o dirigente. É só isso!”, disse Munari.

Ele ainda reforçou que a própria imprensa e os torcedores alimentam essa narrativa: “A questão é que nós gostamos disso. Nós queremos e pedimos que eles estejam ali, e até inventamos que o Grêmio ou o Inter ganharam por causa deles. Lembra quando o Grêmio ganhou o Gauchão? Diziam: ‘Não, é que o Felipão se aproximou do vestiário…’ Mas depois o Felipão sumiu, não é? Quando o Inter começou o Brasileirão e fez apenas dois pontos em dezoito possíveis, o Abel não estava ali. Aí o Inter ganhou alguns jogos e logo falaram: ‘Não, é que o Abel se reuniu com o Pezzolano e disse para ele jogar de forma reativa.’ Nós também compramos essa narrativa. Só que, no fim das contas, é o dinheiro do clube indo para o salário de alguém que não está fazendo nada de prático, apenas emprestando a imagem.”

(Via RC)

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