Texto por Colaborador: A. Rother 24/07/2026 - 00:48

A Comissão de Arbitragem da CBF passou a trabalhar com uma nova diretriz: a decisão tomada em campo deve ser mantida, a não ser que exista evidência clara de erro. O objetivo central é limitar quando o VAR pode intervir, evitando que os árbitros entrem em debates de interpretação sobre lances de zona cinzenta. Na ausência de evidência concreta, prevalece o que foi decidido originalmente em campo — e, como consequência dessa mudança de critério, o processo de tomada de decisão também tende a ficar mais curto.

O gerente do VAR, Péricles Bassols, que agora também acumula o cargo de vice-presidente da comissão, explicou que a lógica de análise foi invertida: em vez de sair à procura do erro, o VAR deve partir do princípio de que o árbitro acertou, revisando ângulos e velocidades apenas para confirmar isso — e só encontrando evidência de erro quando essa confirmação não for possível.

A mudança de filosofia ganha ainda mais peso justamente na reta final dos preparativos para a implementação do impedimento semiautomático no Brasileirão — tecnologia que promete mais segurança nas marcações, ainda que a validação humana continue sendo necessária, daí o termo "semiautomático".

Sandro Meira Ricci, novo responsável pela Comissão de Arbitragem, tem repetido publicamente que o objetivo é reduzir a interferência da arbitragem sobre o espetáculo, priorizando o andamento do jogo em si.

Bassols reforçou ainda que decisões polêmicas costumam se situar numa zona cinzenta e que, sem evidência de erro, o VAR não deve alterar o que foi decidido em campo. Segundo ele, essa é a filosofia que se espera que árbitros e equipe de VAR internalizem, com o objetivo de estabelecer um critério único de avaliação — algo que reconhece não ser simples de implementar.

As informações são do UOL, apuradas pelo colunista Igor Siqueira.

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