Texto por Colaborador: A. Rother 01/09/2026 - 01:00

A derrota para o Bahia no último domingo (30) jogou o Inter de Paulo Pezzolano para dentro da zona de rebaixamento do Brasileirão. Com 25 pontos, o Colorado aparece na 18ª colocação e pode até perder mais uma posição, dependendo do resultado do confronto entre Remo e Coritiba nesta segunda-feira (31). No total, a equipe soma cinco vitórias, dez empates e dez derrotas na competição.

A campanha atual é considerada pior do que a do ano passado, quando o time também viveu momentos de tensão e só afastou o risco de queda na última rodada. Em 2025, ao fim da 25ª rodada, o Inter tinha 28 pontos e ocupava a 16ª posição, uma acima do Z-4, com sete vitórias, sete empates e 11 derrotas.

De um ano para o outro, o elenco passou por mudanças significativas. Há doze meses, o Colorado havia empatado por 1 a 1 com o Juventude, fora de casa, escalado com Anthoni; Alan Benítez, Mercado, Vitão e Victor Gabriel; Luis Otávio, Bruno Henrique, Óscar Romero e Alan Patrick; Carbonero e Borré. Já nesta edição do campeonato, na mesma 25ª rodada, o time perdeu para o Bahia por 3 a 2, com a base que Pezzolano vem utilizando: Matheus Cunha; Bruno Gomes, Mercado, Maripán e Matheus Bahia; Villagra, Bruno Henrique, Bernabei e Vitinho; Carbonero e Alan Patrick.

Diante desse cenário, Zero Hora ouviu cinco colunistas para saber qual dos dois times avaliam como pior: o de 2025 ou o atual.

Para o comentarista Vagner Martins, identificado com o Inter no Grupo RBS, o time de 2026 é o pior — o que, segundo ele, pode até soar surpreendente. Ele lembra que, no ano passado, a zaga contava com Vitão que, mesmo sem grandes atuações, ainda era superior aos zagueiros do elenco atual. Martins observa também que, na reta final daquela temporada, Ricardo Mathias surgiu para ajudar a equipe, referência que falta ao time de hoje. Na visão dele, a briga contra o rebaixamento está feia nas duas temporadas, mas o time atual é inferior.

Diogo Olivier, colunista de Zero Hora e comentarista da Rádio Gaúcha, também considera que o Inter deste ano é pior, e por isso não vê surpresa na situação de Z-4. Ele afirma que os sinais de alerta foram dados ao longo da temporada, mas que a direção do clube não soube compreendê-los nem lidar com eles. Segundo Olivier, Ricardo Mathias — reserva de Borré no ano passado — seria hoje titular absoluto, e ainda carregaria o mérito de ter marcado um gol em Libertadores. Ele lembra ainda que o goleiro titular era Rochet, e não um reserva do reserva vindo do Cruzeiro, e que até setembro o elenco contava com Wesley, outro jogador que hoje entraria com facilidade mesmo sem estar em grande fase. Para o colunista, Luiz Otávio também era um jogador melhor do que Ronaldo, e a chance de queda neste ano é maior.

Já Jota Finkler, comunicador identificado com o Inter no Grupo RBS, destaca o fator anímico e a qualidade técnica como diferenças entre as duas campanhas. Ele nota que jogadores que viviam bom momento em 2025, como Alan Patrick e o próprio Bruno Henrique, hoje oscilam bastante. Finkler pondera que, embora o time do ano passado tivesse Vitão e o atual conte com Maripán — que, na sua avaliação, chegou a melhorar bastante a qualidade da defesa nesta temporada —, aquele elenco parecia ter mais peças encaixadas. Para ele, a campanha de Pezzolano é parecida com a do ano anterior, mas a pontuação menor pesa muito na análise; ainda assim, ele lembra que a 30ª rodada trará um Gre-Nal, capaz de servir como impulso anímico para a recuperação do time.

O colunista Leonardo Oliveira, também da Zero Hora e comentarista da Rádio Gaúcha, avalia que os dois grupos são equivalentes, com carências parecidas nas laterais e no ataque. Ele destaca que o elenco de 2025 contava com valores da base que não estão mais disponíveis, como Ricardo Mathias — decisivo para salvar o Inter em Fortaleza — e Luis Otávio. Segundo ele, a zaga segue sendo formada por Mercado e mais um nome, que era Vitão no ano passado e é Maripán agora, com Villagra surgindo como o principal acréscimo de 2026 em relação à temporada anterior. Para Oliveira, não é preciso muita análise para perceber que o Inter aprendeu pouco com 2025 e voltou a montar um grupo com o mesmo perfil e as mesmas dificuldades.

Por fim, a comunicadora Nani Chemello, também identificada com o Inter no Grupo RBS, afirma que o time de 2026 é pior do que o de 2025. Ela lembra que, além de Vitão, que dava mais qualidade à zaga, o Inter do ano passado tinha um centroavante vindo da base em grande evidência: Ricardo Mathias, autor de uma jogada individual decisiva contra o Ceará, além de outros gols importantes — característica que nenhum centroavante do elenco atual apresenta. Chemello acrescenta que Alan Patrick também viveu um bom momento individual naquele ano e que, na atual temporada, tem apresentado queda de rendimento físico.

Categorias

Ver todas categorias

Com os reforços do 2° semestre, o Inter tem condições de fugir do Z4?

Sim

Votar

Não

Votar

29 pessoas já votaram