Texto por Colaborador: A. Rother 13/06/2026 - 21:18

A estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026 foi um banho de água fria. Tendo pela frente a seleção do Marrocos e com o arqueiro formado no Celeiro de Ases, Alisson, como seu representante, fato é que a seleção canarinho não demonstrou nenhuma atributo nesta 1° rodada de Mundial. Totalmente dominada e sem nenhum jogo coletivo, os africanos mandaram no jogo e comandaram as ações, enquanto uma reação sem muita força somente 'despiorou' o cenário dos comandados de Ancelotti na etapa final. O empate só veio graças a jogada individual, enquanto os melhores lances, da mesma forma. No lado inverso, o Marrocos ensinava como fazer o básico, com um forte meio de campo e transição em conjunta, além de trianguações e aproximações. Nada disso se viu no lado verde-amarelo, deixando claro que qualquer chance de hepta precisará de muito, mas muito mais. 

Os Leões do Atlas, semifinalistas em 2022, tomaram a iniciativa da partida sem respeitar o histórico do rival pentacampeão. Aproveitando o bate-cabeça inicial da marcação brasileira, os marroquinos criaram boas oportunidades e forçaram a defesa a se desdobrar; em um dos momentos mais agudos, o zagueiro Gabriel Magalhães precisou se atirar na bola para salvar um chute de Neil El Aynaoui, que recebeu cruzamento rasteiro de Noussair Mazraoui.

O Brasil ensaiou uma melhora por volta dos 15 minutos, adiantando as linhas enquanto o adversário recuava para suportar a pressão. No entanto, a estratégia paciente do Marrocos funcionou aos 21 minutos, quando uma transição em velocidade terminou em passe de Brahim Díaz para Ismael Saibari; o atacante do PSV esbanjou categoria e tocou por cobertura na saída do goleiro Alisson para abrir o placar. A resposta brasileira veio aos 30 minutos em um lampejo individual: Vinícius Júnior escapou pelo lado esquerdo, cortou para o meio e soltou uma pancada no canto oposto para igualar tudo. Pouco antes do intervalo, Lucas Paquetá quase virou o marcador em uma finalização acrobática, mas o goleiro Yassine Bounou fez grande intervenção.

Preocupado com os cartões amarelos de Casemiro e Roger Ibañez, Ancelotti promoveu as entradas de Danilo e Fabinho antes do início do segundo tempo. As mexidas deram maior sustentação e controle de bola ao Brasil, mas o ritmo forte da primeira etapa não se repetiu. Em um duelo mais truncado e repleto de faltas, a chance mais clara veio nos pés de Raphinha, que parou em Bounou após receber assistência de Vinícius Júnior dentro da área.

Nos minutos finais, o confronto perdeu intensidade e as duas seleções pareceram aceitar o resultado regulamentar. Ainda assim, Marrocos assustou em um arremate de longa distância de El Aynaoui, espalmado por Alisson. O técnico Mohamed Ouahbi, estreando oficialmente no comando marroquino desde que assumiu o cargo em março, sai fortalecido para o próximo compromisso contra a Escócia. Do outro lado, Ancelotti amarga a frustração de uma exibição abaixo da crítica, sabendo que a cobrança por melhora será imediata no duelo contra o Haiti.

Categorias

Ver todas categorias

Alan Patrick e Borré devem ser negociados?

Sim

Votar

Não

Votar

8 pessoas já votaram