Texto por Colaborador: A. Rother 10/05/2026 - 01:00

Enquanto as finanças do Inter dominam os noticiários, o Grêmio acumula suas próprias pendências — e com bem menos barulho do que merecia.

Só nesta semana, duas cobranças vieram à tona. O volante colombiano Cuéllar, que deixou o Tricolor em fevereiro, notificou o clube cobrando cerca de R$ 15 milhões referentes à rescisão do contrato. Até agora, o Grêmio não iniciou nenhum pagamento. No segundo caso, o River Plate-URU avalia acionar a FIFA para receber o repasse pelo empréstimo de Matias Arezo: no dia 31 de março, o Peñarol pagou 200 mil dólares pelo empréstimo do atacante, e metade desse valor deveria ter sido repassado ao clube uruguaio. Não foi.

O cenário extracampo preocupa — e o dentro de campo também. O Grêmio ocupa a 14ª colocação do Brasileirão, a apenas dois pontos da zona de rebaixamento. Para manter essa posição, o clube gasta quase R$ 3 milhões mensais só com a comissão técnica e carrega a folha salarial mais cara de sua história, chegando a quase R$ 23 milhões.

O paradoxo é evidente: depois do maior investimento da história do clube em 2025 — recorde quebrado novamente em 2026 —, os dois jogadores mais caros do Tricolor estão no elenco e não jogam absolutamente nada. Alguém vê o mesmo nível de pressão como foi feito com Enner Valencia, por exemplo?

Diferente do que acontece com o rival, tudo isso segue com pouco destaque na imprensa gaúcha.

Categorias

Ver todas categorias

Pezzolano é um acerto do Inter para 2026?

Sim

Votar

Não

Votar

197 pessoas já votaram