Foto: Ricardo Duarte / Inter / Divulgação“Vir aqui foi a melhor decisão da minha vida.” Pela primeira vez em quase 12 anos jogando no Inter, Andrés D'Alessandro tropeçou sozinho, não conseguia driblar a emoção e as lágrimas. Serviu para evitar aquele nó na garganta que lhe tirou o fôlego durante dias. E ao rever a sua declaração de despedida, esse sentimento é compreendido ...
Desde a noite passada, o Beira-Rio não rirá mais como antes: seu filho pródigo, aquele argentino que chegou em 2008 e se tornou um símbolo do clube, encerrou sua carreira no Colorado. Aos 39 anos, Cabezón fez sua última partida contra o Palmeiras neste sábado (entrou aos 41 'do ST) no clube que o abraçou como ídolo. E não só porque foi um dos pilares das equipes que conquistaram uma Libertadores (2010), uma Sul-americana (2008), uma Recopa (2011), uma Copa Suruga (2009) e oito torneios gaúchos, entre campeonatos e recopas. Não. Talvez o legado de D'Ale possa ser ampliado voltando no tempo e localizando o que foi o momento mais difícil e crítico da instituição. Porque foi ele quem, depois da vontade de voltar ao River, arregaçou as mangas e resolveu voltar às terras gaúchas para se colocar de costas e tirá-lo da Série B. E sim, foi ele, com o 10 nas costas, que em meados de novembro de 2017 transformou uma promessa em um fato consumado. Naquele dia ele agarrou a bomba -literal- e festejou como mais um torcedor, como continuará sendo daqui para frente, fora de campo.
"A decisão amadureceu há alguns meses e o Inter vai continuar tão grande como é." No depoimento de despedida que ele próprio leu com a voz embargada, explicou que não se tratava de uma saída conflituosa, mas do fechamento de um ciclo, tal como foi: o relacionamento termina em 31 de dezembro e ele decidiu não renovar. E embora Cabezón já esteja na última fase da carreira, deixou claro que vai continuar a jogar, embora "não saiba por quanto tempo". Enquanto segue curtindo a vida em Porto Alegre em família - seu lugar no mundo e onde foi declarado cidadão da cidade em 2015 - o ex-River vai definindo seu horizonte ... O mais próximo: ele não descarta continuar no futebol sul-americano (o Nacional-URU seria uma possibilidade?) e até mesmo a chance de emigrar para a Arábia poderia estar entre as opções a serem analisadas. Nada que de momento seja uma confirmação como o seu novo título o é: já foi recebido como treinador, talvez um dos objetivos que levanta para continuar ligado aos gramados logo adiante.
Na verdade, ele sempre terá as portas abertas no Inter, porque escreveu os capítulos mais gloriosos da instituição. A tal ponto que a própria torcida o elegeu como o 2º jogador mais importante da história, atrás do grande Paulo Roberto Falcao (que jogou entre 1972 a 1980). Um amor conquistado no campo, é claro. Com uma dezena de títulos e outras marcas fenomenais, como seus 95 gols! Além disso, é o 3º jogador com mais partidas no Inter (517) e o que mais jogos internacionais disputou (68). Então, como não sucumbir ao trabalho de um jogador de futebol argentino que em solo brasileiro se tornou um ídolo, uma lenda.
Foi nesse ano complicado e atípico que D’Ale conquistou a dupla cidadania e a celebrou com o título: “Oficialmente Brasileiro!”, Festejou nas redes quando realizou esse desejo. Porque embora o nascido em La Paternal ame a Argentina e tenha defendido a camisa da seleção por muitos anos (campeão olímpico e sub-20, por exemplo), ele também tem sua parte do coração pintada de verde por um simples motivo: ele e sua família foram adotados como próprios no campo, mais precisamente em Porto Alegre. E, claro, sua esposa e filhos tiveram que compartilhar com ele, no gramado do Gigante, esse novo passo em sua carreira e vida. Por isso o clube lhe concedeu permissão especial para que - em meio à pandemia - pudessem estar com ele ontem à noite e curtir a homenagem que veio depois: saudações, aplausos e vídeos que relembram toda a sua carreira, pós-vitória por 2 a 0 sobre o Palmeiras. Foi, em suma, o encerramento de um ciclo ilustre. A história de um ídolo.
SEUS NÚMEROS NO INTER
-517 jogos disputados
-3º jogador com mais presenças da história do clube
-Jogador com o maior número de participações internacionais na história do Inter (68)
-95 gols
-12 títulos
D'Alessandro em Gre-Nais
39 jogos
15 vitórias
13 empates
11 derrotas
9 gols marcados
7 assistências
10 cartões amarelos
1 expulsão
VÍDEOS E COLETIVA DE SUA DESPEDIDA
DESPEDIDA
COLETIVA
*Fonte Olé
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