Texto por Colaborador: A. Rother 24/05/2026 - 17:10

A derrota por 2 a 0 no Barradão, na noite de sábado, trouxe de volta um problema que o Inter teima em não resolver: a ineficiência ofensiva. Em 20 finalizações, doze foram para fora. Mas desta vez, além de não marcar, o ataque ainda ajudou o adversário.

Aos 28 minutos do primeiro tempo, Borré errou um dos sete passes que desperdiçou na partida. O Vitória recuperou a bola, saiu em contra-ataque e Erick cruzou para Renê, que aproveitou a falha de posicionamento de Vitinho e Bruno Gomes para aparecer entre os dois defensores e marcar de peixinho — mais uma vez explorando a já conhecida fragilidade do Inter nas bolas aéreas.

A situação era de expectativa antes do jogo. Sem Carbonero, suspenso, Paulo Pezzolano apostou em Borré ao lado de Alerrandro. O colombiano vinha de gols em três dos quatro jogos anteriores, atuaria em sua posição preferida e o time chegava embalado por sete jogos de invencibilidade, com cinco vitórias. Não foi suficiente.

O resultado em Salvador reforça uma estatística reveladora sobre o time de Pezzolano no Brasileirão:

Em partidas com mais de 50% de posse de bola: 0 vitórias, 3 empates e 6 derrotas — 11% de aproveitamento.
Em partidas com menos de 50% de posse de bola: 5 vitórias, 3 empates e 0 derrotas — 67% de aproveitamento.

Contra o Vitória, o Colorado teve 57% de posse. O padrão se repetiu.

O comentarista Fabiano Baldasso, durante a transmissão do jogo, apontou o problema de forma direta: Pezzolano, ainda que faça um bom trabalho, não parece ter compreendido o que leva o time ao sucesso ou ao fracasso. Contra Coritiba e Mirassol, o treinador insistiu em avançar as linhas — e o fez novamente ontem. Os números deixam claro que o elenco atual não comporta esse tipo de proposta, que expõe uma defesa cronicamente frágil.

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