Texto por Colaborador: A. Rother 23/05/2026 - 12:00

Em entrevista ao ge, Felipão contou que esteve muito perto de assinar contrato com o Inter. O treinador revelou que chegou a se reunir com o então presidente colorado Fernando Carvalho, em um hotel em Gramado, para discutir os termos de um acordo. A negociação, no entanto, não avançou devido à ligação histórica de Felipão com o Grêmio e ao impacto que uma mudança desse porte teria na rivalidade Gre-Nal.

“É como aqui, Grêmio x Inter. Já estive com o presidente do Inter no hotel em Gramado acertando contrato, mas depois nós pensamos. Era o Fernando Carvalho. ‘Fernando, acho que não’. Nós somos tão amigos que eu vou comer um churrasco com ele em determinado dia aqui, já marcamos e tudo mais. O Abel vai estar junto, o Tite vai estar, mesmo que a gente nunca mais tenha se falado, é um momento de falar da amizade que nós tínhamos em Caxias há 300 anos. Ela não pode ser posta assim por causa de um jogo”, disse Felipão.

O relato ganhou força porque não ficou apenas em uma referência vaga: o treinador detalhou o encontro e explicou que a amizade com Carvalho e o peso da rivalidade foram determinantes para recuar. Felipão também ampliou a reflexão ao citar o caso de Roger Machado, que teve história no Grêmio antes de assumir o Inter. Para ele, qualidade e profissionalismo devem estar acima da rejeição automática da torcida.

“‘Fernando, acho melhor não, por causa disso e daquilo’. Mas a amizade continua, o respeito. Isso que é bonito: respeito pelo clube, pelas pessoas. Então, não sei se eu iria um dia. Acho que seria muito difícil a aceitação em Corinthians, Inter. Mas era e ainda sou profissional, trabalho aqui no Grêmio, mas era um técnico profissional. É isso que também acho que as pessoas muitas vezes esquecem. O Roger (Machado) foi nosso aqui (no Grêmio), um lateral maravilhoso, fantástico, foi nosso treinador. Ele foi treinar o Inter, e eu vejo que às vezes a torcida não (aceita). Ele é um profissional do mais alto gabarito, um dos melhores técnicos que tem por aí. Por que não aceitar um técnico? Por que nós, da Seleção, temos que ter técnicos só brasileiros? Temos que ver a qualidade. Meu Deus, eu vejo a qualidade. Então, não interessa se tu é A, B ou C, ou se tu gosta de A, B ou C como equipe. Interessa o teu profissionalismo, a tua qualidade”, completou.

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