Texto por Colaborador: Redação 27/02/2026 - 01:30

O Grêmio está de olho numa mudança de bloco de direitos de transmissão. Insatisfeito com a Libra, o clube convocou o Conselho Deliberativo para uma reunião na próxima quinta-feira (5), quando será debatida e votada a possível migração para a Futebol Forte União (FFU).

Segundo apurou a Itatiaia, membros dos dois lados já se reuniram nos últimos dias para avaliar a parceria e discutir modelos de contrato.

Os motivos para a saída são claros: a queda nas receitas em relação ao acordo inicial com a Libra, a postura do Flamengo dentro do bloco e a necessidade de ampliar o caixa — especialmente após os problemas com a patrocinadora máster Alfa Bet, com quem o clube ainda acerta os valores da rescisão por atraso nos pagamentos. Se aprovada pelo CD, a mudança ainda precisará passar pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

Outro elemento que pesa na decisão é político. O Grêmio entrou na Libra durante a gestão de Alberto Guerra, então aliado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras. A nova diretoria de Odorico Roman não carrega o mesmo vínculo com os clubes do bloco.

De acordo com Rodrigo Mattos, blogueiro do UOL, a Libra acumula uma série de problemas que irritaram o novo presidente gremista. Ano passado, o grupo já havia se enfraquecido com a briga interna envolvendo o Flamengo. Na sequência, surgiu um imbróglio com o contrato da Globo por conta do acesso do Remo à Série A: o acordo com a emissora não prevê aumento de receita com a entrada de um novo clube, o que na prática significa menos dinheiro para cada sócio da Libra — e o problema segue sem solução.

Em paralelo, os mandatos dos dois diretores do bloco — Júlio Casares, ex-São Paulo, e André Rocha, do Red Bull Bragantino — se encerraram sem que houvesse eleição para substituí-los. A Libra está, literalmente, sem diretores. Para completar, a proposta do Banco Daycoval para antecipar os direitos de TV foi retirada — o banco alegou erro nas contas.

Segundo Mattos, no curto período à frente do Grêmio, Odorico Roman recebeu contatos da Libra quase que exclusivamente para cobranças de taxas de advogados. O acúmulo de inoperância e problemas foi o que levou o clube a avançar concretamente na proposta de migração para a FFU.

O movimento vai além do Grêmio: Atlético-MG e Vitória também devem trocar de bloco, com confirmação esperada após análise do CADE. A FFU, por sua vez, mantém conversas com outros clubes para novas adesões. Bahia e Red Bull Bragantino ainda não definiram seu caminho. Flamengo e Palmeiras, que descartam vender seus direitos futuros, estão fora de qualquer possibilidade de adesão à FFU.

Há ainda uma curiosidade que não passa despercebida: é justamente Alessandro Barcellos, presidente do Inter e arquirrival do Grêmio, quem comanda a LFU. Eleito pelos 40 clubes do bloco para suceder Marcelo Paz, Barcellos assumiu o cargo com mandato até janeiro de 2027, tendo como principal meta estabelecer a Liga Única até o final de 2026.

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