Texto por Colaborador: A. Rother 13/04/2026 - 04:00

Rafael Borré é dedicado, esforçado e está sempre em campo. O problema é que a bola simplesmente não entra. O atacante colombiano, maior contratação do Inter nos últimos anos, chega a 10 jogos sem marcar pelo clube — e o jejum já dura 760 minutos. Seu último gol foi na goleada sobre o Ypiranga pelo Gauchão, em 21 de fevereiro.

No Gre-Nal pela 11ª rodada, a melhor chance colorada foi justamente dele: um chute de dentro da área que Weverton defendeu bem. Borré tentou, mas o placar ficou em 0 a 0 — e o colombiano voltou para casa mais uma vez sem balançar as redes.

No Brasileirão, o cenário é ainda mais preocupante: apenas um gol em 11 jogos disputados. Em comparação, no mesmo ponto da Série A de 2025, já acumulava três tentos. O ano passado já havia sido fraco — cinco gols e duas assistências em 30 jogos —, e 2026 começa pior.

Borré é o artilheiro do Inter na temporada com seis gols no total, o que diz muito sobre a escassez ofensiva do time. Mas, dentro de campo, a eficiência simplesmente não aparece. Personalidade e entrega impecáveis, resultado aquém do mínimo esperado para um jogador do seu custo e perfil. A constatação, ainda que dolorosa, já está clara: a contratação não rendeu o que se esperava.

O problema, aliás, também é coletivo: o SCI tem o segundo pior ataque do Campeonato Brasileiro, com apenas 9 gols marcados. 

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