Ricardo Duarte / Internacional Abel Braga concedeu entrevista coletiva logo após a vitória por 4 a 2 sobre Fortaleza, no Gigante, pela 30° rodada do Brasileirçao 2020. Em um jogo em que a atuação foi bem superior ao duelo contra o Goiás, ainda que com falhas individuais, para Abelão a amostra durante os 90 min foram as melhores do trio de meio-campistas Dourado, Edenílson e Praxedes. Elogiando o trabalho dos jovens, o técnico vermelho pediu pés no chão e projetou o embate frente o líder Sâo Paulo, na próxima quarta. Confira suas principais declarações pós-jogo:
ENTREVISTA
TEXTO
Partida: "Já é a segunda melhor defesa [do Campeonato Brasileiro], e não era assim. Tem muito a ver com o que eu acabei de falar. É uma equipe que sabe sofrer, sabe fazer transição rápida, e sabe, no momento que está sem a bola, fechar bem. Fizemos quatro gols, tivemos duas ou três chances claras, onde nós tivemos menos posse de bola... Em 2012 tínhamos obrigação, hoje não é por aí, essa equipe de hoje ela sabe sofrer (...) A nível do nosso tripé de meio-campo, foi o melhor jogo que fizemos. Foi muito bom".
"Se entramos em campo sempre focado em ganhar, é porque tem possibilidade, não sei se o resultado de quarta define. Agora, nós vamos no jogo a jogo. (...) Nós, em momento algum, tiramos o pé do chão. Sabemos que, a cada jogo, a dificuldade é maior".
"O momento do Moisés é muito positivo. Tem nos ajudado na bola parada, apesar de ele ter uma altura boa para nos ajudar do outro lado. Eles [Moisés e Patrick] conversam bastante. Eu peço sempre pra que o Caio [Vidal] converse bastante com o Rodinei, o Heitor. Está fluindo. Nós trabalhamos pra isso! Fico contente."
"Nossa jogada mais aguda, a nível de velocidade, é pelo lado direito. Mas, a nivel de jogada trabalhada, está saindo muito bem pelo lado esquerdo"
Duelo no Morumbi: “Semana será trabalhando com alertas. Se falava pouco do Inter e, em algum momento, surgem armadilhas. Não temos tempo hábil para maiores mudanças. Vamos ajustar a equipe da melhor forma. Será um jogo difícil. Vou trabalhar no mental, posicionar a estratégia, por que não há tempo, cada vez é o próximo jogo (...) Vamos nos preparar para quarta-feira e cada vez vamos se preparar para o próximo jogo e cada vez vai afunilando mais. Vamos jogar com um adversário muito bem trabalhado, que está com o treinador há um bom tempo (...) Esses jogos grandes são sempre bons de jogar. Vamos tentar correr atrás. Nós ainda estamos atrás [do São Paulo]. Estamos em uma sequência bem legal. Estou muito feliz".
"Esse é o campeonato mais difícil do mundo, por isso que a gente cobra muito com cada vitória (...) Não sei se o resultado de quarta-feira define o campeonato. Nós vamos no dia a dia, jogo a jogo. Não adianta você sonhar demais. O Inter, hoje, é uma equipe a ser batida. Então, esses jogos grandes são sempre bons de jogar."
Uso da base: “Os jovens comigo sempre foram assim. Nós trabalhamos juntos. Sabemos que a melhor maneira de fortalecer o clube é com garotos."Eles não adquiriram posição de titular por caridade, por favor, nada disso. Eles adquiriram pela qualidade que têm, pela dedicação, a integração no grupo. Usei da verdade com eles, e tentei mostra-los que se tivessem melhor ia jogar quem estava melhor, não há posição de titular por caridade, favor, nada disso (...) É difícil você encontrar tantos meninos, como nós temos, e não ter um cara cheio de perna, marrento. Isso é muito legal".
"A gente não pode esquecer que os jovens não jogam sozinhos. Eles jogam com caras cascudos. Os meninos trabalham muito cara (...) O mais importante desses jogadores que vem da base é o sentimento pelo clube".
"O Yuri [Alberto], que alegria que é esse cara. Qualquer jogo que eu ponho ele, ele faz gol. Tomara que continue. Quando eu tirei ele, e ele não pediu para sair, ele falou assim: 'estava morto'. Eu falei 'por que tu não pediu [para sair], cara?'. É porque quarta-feira tem um jogo".
Covid: "Eu tive com covid, logo no começo e isso me incomodou bastante. Não tive tempo para mudar a equipe e perdemos os dois jogos, isso me deixou muito triste (...) Se eu já não tivesse vivido, em minha vida, situações muito mais complicadas e difíceis de encarar [que contrair a covid-19]... Aquele início foi terrível. Eu estava imponente. É incrível o quanto eu enchi o saco do Leomir, do Osmar, do Caíco, do departamento de scout, foi demais. Era um sentimento não só de eu não poder, era não poder ao Inter. E, aí, tem uma diferença muito grande".
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