Texto por Colaborador: A. Rother 05/04/2026 - 01:13

O GE.com apresentou o potencial que cada time para a rodada 10° do Brasileirão comparando o desempenho nos últimos 60 dias como mandante ou visitante em todas as competições e também nos últimos seis jogos independentemente do mando. Também são consideradas as performances defensiva e ofensiva das equipes no jogo aéreo e no rasteiro. Em parceria com o economista Bruno Imaizumi, são analisados 76.386 finalizações cadastradas pelo Espião Estatístico em 3.135 jogos de Brasileirões desde 2013 que servem de parâmetro para a produtividade atual de cada equipe.

FAVORITISMO: CORINTHIANS 45% X 28% INTER

Análise: números favorecem o Inter antes de clássico contra o Corinthians na Série A

Vencer o Corinthians como visitante no Brasileirão é uma raridade para o Internacional. Em 18 confrontos pela Série A, isso aconteceu apenas três vezes: em 2006, 2009 e 2023. O Timão soma oito vitórias e sete empates no histórico geral. Mas um recorte mais recente muda a perspectiva: nos últimos oito jogos com este mando pelo campeonato, o Corinthians venceu apenas dois, com cinco empates e uma vitória colorada — sinal de que o Inter aprendeu a se comportar em São Paulo.

Na atual edição, com nove rodadas disputadas, os números das duas equipes são curiosamente parecidos. O Corinthians tem um ponto a mais (10 a 9), mas o ataque é idêntico — oito gols cada, média de 0,89, entre os piores do campeonato. A defesa também empatou: dez gols sofridos, 1,11 de média, entre as melhores.

O que diferencia os dois, no entanto, é o desempenho dentro e fora de casa — e aí o cenário favorece o visitante.

O Corinthians é um dos piores mandantes da Série A: uma vitória, um empate e duas derrotas em casa (33% de aproveitamento). O ataque no Itaquerão produz pouco — quatro gols em quatro jogos, com eficiência baixa (um gol a cada 12,5 finalizações). A defesa é mediana: cinco gols sofridos, com apenas um jogo em branco. O problema se acentua quando se olha para a resistência defensiva: o Corinthians concede um gol a cada 6,8 finalizações do adversário em casa, um dos piores índices da competição.

O Inter, por sua vez, tem um dos melhores desempenhos como visitante (42% de aproveitamento, com uma vitória, dois empates e uma derrota). A defesa fora de casa é uma das mais sólidas — quatro gols sofridos —, embora o time tenha levado gol em todos os jogos longe de Porto Alegre. No ataque, a produção é alta (15,8 finalizações por jogo como visitante), mas a eficiência deixa a desejar: um gol a cada 21 tentativas, uma das piores marcas.

A tendência é que seja uma partida intensa, com poucas chances claras. O Inter também é um dos visitantes que menos permite finalizações do adversário (11,3 por jogo), o que promete travar o jogo. E se a marcação cerrar o espaço para o jogo no chão, o caminho aéreo pode ganhar protagonismo — o Corinthians fez cinco dos últimos sete gols com bolas altas, e o Inter, quatro dos últimos cinco.

Neste aspecto, os números apontam vantagem colorada: o Corinthians sofreu após bolas altas cinco dos últimos oito gols, enquanto o Inter cedeu dessa forma apenas quatro dos últimos dez — dois dos últimos seis.

O fator casa ainda pesa para o Timão. Mas a combinação de um mandante fraco e um visitante em boa forma defensiva abre espaço real para o Inter sair de São Paulo com algum resultado positivo.





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