Ricardo Duarte / InternacionalCom o pensamento na Libertadores, o SCI entrou em campo pelo Brasileirão e não conseguiu encerrar a série sem vitórias na temporada. No sábado (5), o Colorado empatou com o Corinthians, em 2 a 2, no Beira-Rio. Mesmo com os pontos perdidos dentro do Beira-Rio, o técnico Eduardo Coudet exaltou os aspectos positivos da partida contra os paulistas, que vieram com força máxima. Após o jogo, confira algumas avaliações da crõnica esportiva sobre o empate e momento do Colorado antes do maior jogo da temporada:
MARINHO SALDANHA (UOL)
Coudet tem razão quando fala que precisa de tempo. Cada jogo do Inter eu recordo mais um tweet que fiz sobre "temer uma mudança tão brusca de modelo de jogo entre compromissos tão importantes". Naquela época, fui xingado. E é exatamente o que eu temia que está acontecendo.
O Inter carrega em seus hábitos o modelo de jogo anterior e isso se nota nas pequenas coisas. Na dificuldade de pressionar após perder, na dificuldade de achar o caminho quando precisa ficar com a bola, na vontade de concluir a jogada rapidamente ao invés de recomeçar.
Isso gera dúvidas em momentos decisivos dos jogos. E os instantes perdidos neste debate mental entre "o que eu estava fazendo e o que eu devo fazer agora" custam caro. Até o modelo Coudet ser 100% presente o time vai errar e acertar. Não por melhor ou pior, mas pela mudança.
E é isso que acontece por enquanto. Está melhorando gradativamente, mas é uma troca, uma mudança brusca em meio a compromissos complicados que definem a temporada. É o que eu temia quando se debatia a mudança. Resta tentar apressar os processos, que são, sabidamente, lentos.
Por fim, essa treta com o principal reforço do ano (Enner), um diretor (Magrão) e um multicampeão formado no clube (Luiz Adriano) era tudo que o Inter não precisava prestes a ter pela frente o jogo mais importante da temporada.
LUKA PUMES (GE E R. INFERNO)
Pouco atuou o Valencia no sábado e os coloraodos até nem esperavam sua entrada, é bem verdade que mesmo no pouco temopo, ele protagonizou uma cena muito legal dentro de campo - que é o cruzamento magistral na cabeça do Luiz Adriano - e uma discussão com o próprio Luiz Adriano. O que está acontecendo? o vestiário do SCI está inflamado?
Alguns disseram que o Valencia queria a bola direto no meio de campo, sem comemoração para tentar a vitória, se é isso, um ótimo intuito, mas a reação é destemperada. O fato é, tem acontecido e o que tiver acontecido, o Inter tem que esquecer isso o mais rápido possível. Se algo tiver mais desgastado a gente tem quem resolva isso internamente. Agora é pensar no River Plate".
WAGÃO (R. INFERNO)
Me espantaria é todo mundo sair sorrindo depois de um empate contra o Corinthians em casa. Estar put* da cara ao mínimo me dá um alívio de que não fui só eu que saí indignado.
Parem de criar factóides aí. Já tá tudo resolvido e vida que segue.
MAURÍCIO SARAIVA (GE)
O pênalti cometido por Johnny em Yuri Alberto na fase final do jogo coroou a repetição dos defeitos do time do Inter que já antecediam Eduardo Coudet. A colossal dificuldade ofensiva vem da temporada inteira. Com mais ou menos titulares, não varia.
Ou não há criação, ou não há eficácia para consumar o que se cria. A proverbial queda de produção física também apareceu na partida prévia à disputa de vaga na Libertadores. Coudet ainda não tem vitória; dois empates, duas derrotas.
Teste, trabalho, descanso, expulsão… O combo colorado é angustiante às vésperas do jogo com o River Plate. O emocional põe abaixo o equilíbrio para uma reação promissora. O gol de Luiz Adriano evitou o pior contra o Corinthians. A amostragem leva a torcida ao pensamento mágico. Torcer pelo imponderável. Sonhar com o improvável. Dureza.
VINÍCIUS (ESPN)
Antes o que incomodava era a falta de produção ofensiva, ambição pela vitória, hoje (aparentemente) o que incomodou foi a altura da linha defensiva, a falta de ZELO defensivo.
Sei que o torcedor quer um meio-termo, mas ele não virá com 5 jogos.
O Inter trocou técnicos antagônicos. O elenco sente. Imagina, tu por 1 ano e 6 meses ser orientado e estimulado a fazer uma coisa e do nada vem outra comissão e manda tu fazer tudo diferente em todas as fases do jogo. É o que acontece com o Inter.
Jogador que era orientado a recuar ao perder a posse hoje é estimulado a 'atacar bola'. Meia que tava acostumado a ficar no rebote em fase ofensiva agora tem que pisar na área. Lateral que era base agora vai pro corredor.
Tudo isso demanda tempo. Jogador não é máquina.
Sobre briga: Nesses últimos anos no Inter sobraram camaradagem, amizade, união, felicidade. Talvez tenha faltado indignação, cobrança e temperatura. Vestiário num clube ambicioso precisa sempre estar em ebulição.
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