Texto por Colaborador: A. Rother 11/06/2026 - 09:19

O Correio do Povo trouxe uma entrevista exclusiva com Fabinho Soldado, que desde dezembro conduz o processo de reformulação do futebol do Internacional. Consciente de que seu contrato termina no fim do ano e que o clube passará por eleições, o dirigente garantiu dedicação total até o último dia de trabalho e reforçou que o objetivo é deixar um legado para o futuro colorado.

Fabinho foi enfático ao tratar da política de contratações: “Não farei contratações que o Inter não tenha condições de pagar.” Ele explicou que o clube busca reforços nesta janela, mas também precisará negociar alguns atletas para equilibrar as finanças. “Trabalhamos com a realidade financeira, buscando jogadores que entreguem minutagem e contribuição imediata, como fizemos na primeira janela”, afirmou.

Sobre o técnico Paulo Pezzolano, o dirigente destacou a confiança interna: “O Pezzolano entende muito bem a nossa realidade e a nossa ideia para o ano. Ele trabalha bem com a estrutura e com os atletas que chegam. Embora todos esperássemos resultados melhores, pretendemos ter mais consistência no segundo semestre.” Fabinho também ressaltou a participação ativa de Abel Braga, que inclusive sugeriu o convite a Taffarel para qualificar processos técnicos.

Questionado sobre como competir com clubes de maior orçamento, Fabinho respondeu: “Buscamos força no nosso maior patrimônio: a camisa e a história do Inter. O clube é respeitadíssimo no exterior por sua tradição e por ser um celeiro de craques como Pato, Nilmar, Sobis e Luiz Adriano. A fórmula é a mesma do primeiro semestre: ser criativo para caramba e buscar oportunidades.”

Em relação às saídas, ele foi direto: “Não há nada efetivo no momento, mas propostas serão analisadas. Existe uma necessidade de vendas no orçamento e, se chegarem propostas concretas, sentaremos com o Pezzolano e o Abel para decidir prioridades, buscando sempre manter a competitividade do time.”

Fabinho também falou sobre a base: “É uma necessidade estratégica. Precisamos de jovens no profissional para que ganhem minutos, ajudem o time e se valorizem para futuras vendas. O objetivo é aumentar esse número de jovens no elenco principal, priorizando sempre a qualidade técnica.”

Quanto às metas, o dirigente foi realista: “No Brasileiro, temos uma margem enorme para melhorar nossa colocação e vamos buscar isso com foco total. Já na Copa do Brasil, o Inter tem camisa e tradição em mata-matas. Não queremos vender um otimismo exagerado, mas acreditamos que é possível ganhar consistência a cada fase e sonhar com o título.”

Sobre sua continuidade após dezembro, Fabinho concluiu: “Tenho um compromisso profissional e emocional muito forte com o Inter por toda a minha história como atleta campeão. Meu objetivo é deixar um legado e uma semente plantada, independentemente de eu estar aqui em janeiro ou não. Quero entregar um elenco qualificado, uma gestão de contratos organizada e uma estrutura melhor para que o clube continue evoluindo.”

Na mensagem final aos torcedores, o dirigente reforçou o propósito coletivo: “É hora de darmos as mãos — torcida, profissionais e diretoria — e entendermos esse propósito de reconstrução. O Inter precisa voltar a ser protagonista e disputar títulos todos os anos. Estamos trabalhando para que, no futuro, possamos olhar para trás com orgulho de termos colaborado para que este clube continue sendo gigante.”

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