Ricardo Duarte / InterConfira um compilado com as principais declarações do técnico Mano Menezes após o duelo diante do Fluminense (3x0) deste domingo (14), em partida pela 22° rodada do Brasileirão:
Reação após queda para o Melgar: "Às vezes se vende uma ideia de que uma eliminação destrói tudo. Ela só destrói tudo quando tu percebe que não deixou tudo em campo. A equipe fez o que era possível, não conseguiu ser mais contundente, não conseguiu o gol. Estivemos nos dois jogos, três vezes cara a cara com o goleiro. Com 20 minutos aqui em Porto Alegre, a gente já poderia ter construído o resultado. Era o suficiente pra abrir o marcador, mas aí entra a dureza do futebol. Eu sempre acredito no trabalho. O futebol não te permite chorar muito tempo, o futebol exige uma atitude forte, que foi o que a gente fez. Todos estão comprometidos (...) O objetivo mais importante, se não conseguíssemos ganhar algum torneio, era apresentar algo para o torcedor, que tivesse perspectiva e isso o torcedor pode ter certeza de que será feito."
“Talvez pegamos a equipe mais difícil depois da eliminação, uma equipe que nos nega a bola. Por isso a marcação alta, para não deixar eles se organizarem. Vencemos uma equipe que é a sensação, das equipes que estão na frente. O Fluminense é um dos times que mais cria no futebol brasileiro. Hoje? Zero chute a gol. Zero. Todo mundo sofre para se defender contra o Fluminense, o Internacional não sofreu. Porque é um time que se defende bem e é organizado (...) Nem todo vencedor é campeão. Mas, o objetivo, se não desse para ganhar, é a aproximar o Inter disso no próximo ano. Que estivéssemos mais próximos de algo. E pode ter certeza que vai ser assim no final desta temporada."
"O Fluminense tem muitas variações. Um jogador genial que coloca a bola onde quer, que é Ganso. A gente fechou bem, não tanto a zona central. Eles não são um time de criação central, criam mais pelas duas zonas ao lado da central. Por isso colocamos um tripé ali."
"Nossos atletas estão de parabéns pelo apresentado hoje. Enfrentamos um time muito difícil de se jogar contra e conseguimos mostrar um bom nível de atuação (...) Não pode se confundir comportamento forte com o jogo de maior velocidade. Várias vezes vocês já ouviram o "queremos raça", porque o jogo está lento. Mas o jogo está lento porque o adversário quer que fique lento. Nunca faltou vontade para equipe construir os resultados. O que tem faltado é outra coisa, e vamos trabalhar para alcançar o que tem faltado."
“Johnny não é Edenilson, mas tem coisas que Edenilson não tem. Edenilson é mais meia, Johnny é mais volante. Nosso armador hoje foi de Pena, não Johnny.”
Vitória e atuação: "Hoje (domingo), armamos um tripé por dentro do campo, composto por Gabriel, Johnny e De Pena. Isso nos deixou com força para neutralizar um movimento grande do Fluminense, a partir disso retomar a bola e construir a vitória. Johnny não é Edenilson, mas tem coisas que o Edenilson não tem. Johnny é um pouco mais volante. De Pena foi Edenilson, com mais liberdade. Ele conseguiu fazer bem. Queríamos um jogador de mais transporte de bola e a opção foi por Mauricio".
Sequência do trabalho: “Muita gente está só jogando a Série A e nós estamos. Estamos entre os melhores do Brasil, entre os melhores dos melhores. É isso que pensamos que a equipe vem demonstrando a bastante tempo. Não tínhamos que recuperar confiança. Nunca perdemos ela. Tivemos uma eliminação, que nos deixou triste. Embora alguns não queiram, futebol é duro. Muitas equipes foram eliminadas, algumas com 2 jogadores a mais e muito mais investimentos que nós. O importante é a resposta que a gente tem a dar depois disso. Todo mundo já perdeu e já ganhou. Perdedor é aquele que desiste."
“Pelo fato de não estarmos mais na Sul-Americana, vamos ter a possibilidade de trabalhar um pouco melhor as construções das jogadas, a postura quando o adversário está com as linhas baixas. Vocês já ouviram uma aula nesta semana (do Palmeiras), que se tem que colocar mais gente dentro dos blocos."
Dificuldades contra equipes retrancadas: “As equipes tem características. O Inter é uma equipe de transição, claro. Contratamos jogadores para isso. Um trabalho a longo prazo vai completando a equipe. Ainda não estamos num estágio como esse. Existiam críticas ao Abel Ferreira nesse sentido também. Palmeiras em um ano e meio era criticado por ser um futebol de transição apenas. No ano seguinte, começou a ser um time de proposição também. E no terceiro ano ainda mais. Eu não vou pedir três anos, tá? (...) Se falava por aí que queríamos ser um time dominante, mas estávamos contratando jogadores de velocidade. Se estávamos contratando jogadores de velocidade, seríamos uma equipe de transição. Com tempo, vamos trabalhando para também criarmos (...) Estamos há 100 dias aqui, e o torcedor não tem ideia de quantas coisas já fizemos. É muito mais difícil ser um time de criação, claro.”
Sobre as vaias a jogadores e a ele: “Há algumas semanas Daniel era muito criticado. E eu ouvia que não podia mais vestir a camisa do Inter. E não ouvi mais nada sobre isso. Temos que responder com trabalho. Até essas coisas estranhas sabemos de onde vem. Não temos nada para reclamar, matamos no peito e demos a resposta dentro de campo.”
Edenílson: "Não falei com o Edenilson sobre saída dele do clube. Edenilson não esteve em campo por uma questão física, assim como Kaique Rocha. Todo o resto é especulação, e eu não falo sobre especulações."
Sobre arbitragem na quinta: “A expulsão de Gabriel contra o Melgar foi absurda. Mas ele quis fazer. É um dos principais árbitros da América e ele quis fazer. Hoje tivemos pela primeira vez um impedimento de nádega. O nosso jogador estava com os dois pés no campo de defesa."
Gol anulado de Maurício: "Hoje, pela primeira vez, tivemos um impedimento de nádega. Um impedimento da poupança, nunca tinha visto. Já tivemos outros lances assim nos nossos jogos, até a favor. A gente sabe que a arbitragem para por um momento difícil. Temos que apoiar, e eu não vou defender que as coisas estejam ruins. Não vou entrar neste mérito."
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