Texto por Colaborador: Redação 22/03/2026 - 01:33

O GE.com apresentou o potencial que cada time para a rodada 8° do Brasileirão comparando o desempenho nos últimos 60 dias como mandante ou visitante em todas as competições e também nos últimos seis jogos independentemente do mando. Também são consideradas as performances defensiva e ofensiva das equipes no jogo aéreo e no rasteiro. Em parceria com o economista Bruno Imaizumi, são analisados 76.386 finalizações cadastradas pelo Espião Estatístico em 3.135 jogos de Brasileirões desde 2013 que servem de parâmetro para a produtividade atual de cada equipe.

FAVORITISMO: INTER 41% X 23% CHAPECOENSE

O Internacional recebe a Chapecoense com um histórico favorável pela Série A do Brasileirão com 20 equipes. Desde 2006, os dois times se encontraram seis vezes como visitante, e a Chape ainda não venceu: foram quatro vitórias coloradas e dois empates.

O momento é de recuperação para o Inter. Após vencer o Santos por 2 a 1 fora de casa na rodada anterior, sua primeira vitória na competição, o clube gaúcho quer embalar. Com sete jogos disputados, o time ocupa a 17ª posição — 1 vitória, 2 empates e 4 derrotas, 24% de aproveitamento —, carregando o pior ataque da competição (cinco gols, média de 0,71 por jogo) e a nona defesa (nove gols sofridos, média de 1,29).

A Chapecoense chega na 14ª colocação, com uma partida a menos: 1 vitória, 4 empates e 1 derrota, 39% de aproveitamento. Uma derrota pode fazer o time catarinense ser ultrapassado pelo rival na tabela.

Como mandante, o Inter vive um cenário difícil: perdeu as três primeiras partidas em casa, marcou apenas um gol — o pior ataque caseiro do torneio — e sofreu cinco, a segunda pior defesa em seus domínios. Em duas dessas partidas, não balançou as redes.

A Chapecoense também não inspira como visitante: em dois jogos fora, não venceu (um empate e uma derrota, 17% de aproveitamento), tem o segundo pior ataque forasteiro (um gol, média de 0,50) e a nona defesa (três gols sofridos, 1,50).

Os números ofensivos apontam para uma partida com muitas finalizações. O Internacional é o segundo time que mais finaliza na competição, com média de 16,7 tentativas por jogo — número que sobe para 18,0 quando atua em casa, também a segunda maior marca. O problema está na eficiência: no geral, o Inter converte um gol a cada 29,3 finalizações, a pior taxa do campeonato. Em casa, esse dado piora ainda mais: um gol a cada 54 conclusões.

Do outro lado, a Chapecoense é a equipe visitante que mais permite finalizações dos mandantes, com média de 20,5 por jogo. Mesmo assim, apresenta a quinta maior resistência defensiva fora de casa, convertendo um gol sofrido a cada 13,7 chutes contrários.

O ataque da Chape como visitante também preocupa: são apenas 7,0 finalizações por jogo em média, a segunda menor marca entre as equipes visitantes, com a 14ª eficiência ofensiva — um gol a cada 14,0 conclusões. E o desafio não para por aí: o Inter tem a terceira defesa mandante que menos finalizações sofre, com média de 8,3 por jogo. Porém, quando o adversário finaliza, o Colorado é vulnerável: sofre um gol a cada 5,0 tentativas em casa, a pior resistência defensiva entre os mandantes.

 

 





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