Texto por Colaborador: A. Rother 16/05/2026 - 00:18

O Gato Mestre do GE apresentou o potencial que cada time para a rodada 16° do Brasileirão comparando o desempenho nos últimos 60 dias como mandante ou visitante em todas as competições e também nos últimos seis jogos independentemente do mando. Também são consideradas as performances defensiva e ofensiva das equipes no jogo aéreo e no rasteiro. Em parceria com o economista Bruno Imaizumi, são analisados 76.386 finalizações cadastradas pelo Espião Estatístico em 3.135 jogos de Brasileirões desde 2013 que servem de parâmetro para a produtividade atual de cada equipe.

FAVORITISMO: INTER 42% X 30% VASCO

Inter x Vasco: dois ataques produtivos e defesas que preocupam — os números do duelo

O Beira-Rio receberá neste sábado dois dos três ataques mais produtivos em finalizações do Campeonato Brasileiro. O Vasco é o time que mais finaliza no agregado dos mandos, com média de 16,9 tentativas por jogo, enquanto o Inter aparece em terceiro, com 14,7. Ambos também figuram entre as quatro equipes com mais finalizações certas: o Cruz-Maltino com 5,4 por partida (segunda melhor marca) e o Colorado com 5,1 (quarta melhor).

Apesar do volume, a eficiência é o problema — especialmente para o Inter. O Colorado tem a pior conversão ofensiva do campeonato, com um gol a cada 14,7 tentativas. O Vasco está na 13ª posição nesse quesito, com um gol a cada 12,1 chutes.

No geral, os dois times chegam ao duelo com saldo de gols zerado, o que revela equipes igualmente vulneráveis. O Inter tem o quarto pior ataque (16 gols, média de 1,07 por jogo) e a quarta melhor defesa (16 gols sofridos). O Vasco apresenta o sexto melhor ataque (21 gols, 1,40) e a 12ª defesa (21 gols sofridos, também 1,40). O Inter não foi vazado em quatro dos 15 jogos disputados; o Vasco só manteve o zero em um deles (7%), segunda pior marca.

Em casa, o Inter vive um drama. Com apenas duas vitórias em oito jogos (33%), o Colorado tem o pior ataque caseiro do campeonato — sete gols, média de 0,88 por partida — e a oitava defesa (oito gols sofridos). Em três dos oito jogos em casa, não sofreu gols (38%), quinta melhor marca. No entanto, também não marcou em três deles (38%), pior desempenho ofensivo mandante. A eficiência é a mais baixa entre os mandantes: um gol a cada 17,4 finalizações.

O Vasco, por sua vez, ainda não venceu fora de casa — são quatro empates e três derrotas (19% de aproveitamento). Mesmo assim, tem o sexto melhor ataque visitante (nove gols, 1,29 por jogo) e a maior produção em finalizações fora de casa, com média de 16,1 tentativas por partida, embora com a 14ª eficiência nesse quesito (um gol a cada 12,6 chutes). Na defesa, o Cruz-Maltino sofreu gol em todos os jogos como visitante, com a sexta pior marca (12 gols sofridos, 1,71 por partida), e a 11ª resistência forasteira — um gol sofrido a cada 9,9 conclusões contrárias.

No confronto específico entre o poder de fogo vascaíno fora de casa e a organização defensiva do Inter no Beira-Rio, os números se equilibram: o Colorado é o quarto mandante que menos permite finalizações adversárias (8,9 por jogo), mas tem a 14ª resistência defensiva, sofrendo um gol a cada 8,9 conclusões — ou seja, em média um gol por partida em casa.

 

 

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