Texto por Colaborador: Redação 08/03/2026 - 02:47

Após quatro rodadas do Campeonato Brasileiro, levantamentos estatísticos - publicado pelo DataFut - trazem números que desafiam o senso comum e colocam em xeque a relação entre desempenho ofensivo e posição na tabela.

Em termos de eficiência — métrica que compara os gols marcados com os gols esperados (xG) a partir da qualidade das chances criadas —, o Palmeiras lidera com folga, registrando o melhor índice da competição: +1,47. Logo atrás aparecem Botafogo (+1,36) e Chapecoense (+1,15), completando o pódio. Na sequência, Santos e Atlético-MG dividem a quarta posição com +0,47 cada, seguidos por Grêmio (+0,44), Corinthians (+0,43), Mirassol (+0,40) e Bahia (+0,30).

A partir daí, o sinal inverte. Remo (-0,08), Coritiba (-0,14) e Cruzeiro (-0,16) aparecem levemente abaixo do esperado. Já Flamengo (-0,22), São Paulo (-0,36), Fluminense (-0,49), Vitória (-0,57), Athletico-PR (-0,74), RB Bragantino (-0,78) e Internacional (-0,87) registram índices mais preocupantes. O lanterna dessa métrica é o Vasco da Gama, com -1,37 — a equipe que mais desperdiça em relação às oportunidades geradas.

Mas é justamente o Vasco que protagoniza o maior paradoxo da competição quando o assunto muda para saldo de finalizações. Com média de 21,25 chutes feitos e apenas 9 sofridos por jogo, o clube carioca lidera essa tabela com saldo de 12,25 — de longe o melhor do Brasileirão. O time finaliza muito, sofre pouco, mas desperdiça as chances criadas.

O Internacional aparece logo atrás nesse recorte e é o grande destaque positivo. O Colorado registra 18 finalizações feitas contra 11,75 sofridas por partida, com saldo de 6,25 — segundo melhor do torneio. É um contraste claro com seu índice de eficiência: volume de jogo não está se convertendo em resultado.

O restante da tabela de saldo de finalizações traz: Athletico-PR (14 feitas, 10 sofridas, saldo +4), RB Bragantino (16,25 feitas, 12,75 sofridas, saldo +3,5), Flamengo (13 feitas, 9,67 sofridas, saldo +3,3), Cruzeiro (14 feitas, 11 sofridas, saldo +3), Santos (13,75 feitas, 11,25 sofridas, saldo +2,5), Grêmio (12,25 feitas, 11,25 sofridas, saldo +1), Vitória (13 feitas, 12,33 sofridas, saldo +0,67), Mirassol (13,67 feitas, 13,33 sofridas, saldo +0,33) e Fluminense (12,75 feitas, 12,5 sofridas, saldo +0,25).

No campo negativo: Remo (-0,5), São Paulo (-1,25), Palmeiras (-3), Corinthians (-3), Atlético-MG (-4), Botafogo (-5,67), Bahia (-6), Coritiba (-7,5) e Chapecoense, com o pior saldo de todos: -10,67, com média de 22,67 finalizações sofridas e apenas 12 realizadas.

Outro dado que chama atenção é a situação dos times do G5. Todos eles aparecem na segunda metade da tabela de saldo de finalizações. O próprio Palmeiras, líder do torneio e mais eficiente em gols, está entre as dez equipes com maior média de finalizações sofridas por jogo, com 16,75. Os números reforçam que, ao menos por enquanto, eficiência e volume de jogo ainda não caminham juntos no Brasileirão 2025.





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