Texto por Colaborador: A. Rother 16/06/2026 - 13:57

O Inter vive um momento de alerta financeiro. Segundo dados divulgados pelo Correio do Povo e atualizados no Portal da Transparência, o custo do departamento de futebol atingiu em 2026 o maior patamar da história recente do clube. Nos três primeiros meses do ano, a média mensal de gastos com salários, encargos sociais, previdenciários e direitos de imagem chegou a R$ 20,6 milhões.

Esse valor supera os números dos últimos anos: em 2025 a média foi de R$ 19,6 milhões, em 2024 de R$ 19,8 milhões, em 2023 de R$ 13,9 milhões e em 2022 de R$ 15,6 milhões. Mais de 90% da folha está concentrada no elenco principal, embora os cálculos incluam também categorias de base e futebol feminino. Importante destacar que esses números não englobam despesas com logística, aquisições de direitos econômicos ou empréstimos de jogadores, que também pesam no orçamento.

O problema é que o aumento dos investimentos não tem se refletido em resultados esportivos. Em 2025, o Inter lutou contra o rebaixamento até a última rodada do Brasileirão. Em 2026, ocupa posição apenas um ponto acima da zona de descenso.

O presidente Alessandro Barcellos reconheceu a gravidade da situação: “O crescimento das dívidas e dos custos no futebol tomou uma proporção muito diferente do que acontecia há quatro ou cinco anos. Isso necessariamente vai obrigar que todos possam se readequar nesse contexto sob pena de inviabilizar uma indústria tão importante como a do futebol.”

Na reunião com conselheiros nesta semana, a gestão apresentou um balancete dos primeiros quatro meses do ano com déficit de R$ 94,2 milhões, reforçando a necessidade de ajustes urgentes.

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